sábado, 20 de setembro de 2008

Schiller, Beethoven e Zé Celso...

Minhas únicas palavras sobre o espetáculo "Os Bandidos", são as palavras de Schiller reverenciadas por Beethoven em sua Nona Sinfonia, magistralmente entoadas pelo Teatro Oficina:

"Ó, amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!
Alegre, formosa centelha
divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente
dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.
Quem já conseguiu o maior
Tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher
amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém
conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!
Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte;
Deu força para a vida aos mais
humildes
E ao querubim que se ergue
diante de Deus!
Alegremente, como seus sóis
corram
Através do esplêndido espaço
celeste
Se expressem, irmãos, em seus
caminhos,
Alegremente como o herói
diante da vitória.
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o
mundo!
Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.
Milhões se deprimem diante
Dele?
Mundo, você percebe seu
Criador?
Procure-o mais acima do Céu
estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele
mora!"


Muito obrigado Zé Celso! Muito obrigado Teatro Oficina! Vida longa ao teatro feito da paixão!
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