segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Crítica do Jogo da Memória

Nosso querido amigo Marcos Chaves assistiu ao espetáculo e fez uma crítica! Segue ela abaixo:

"Recomendo.Ontem fui ao Teatro do SESC para ver a estréia de um espetáculo para crianças: "Jogo da Memória". Como eu já havia visto exercícios e improvisações apresentadas no Palco Praia de Belas e na Manlec (como divulgação) pude comprovar a evolução e a apropriação das personagens pelos atores.Em minha atividade teatral a crítica não é um viés que sigo, mas escrevo algumas linhas sobre esta montagem porque a recomendo. Uma peça sobre amizade, que remete ao imaginário do espectador e a seus amigos de infância. Neste caminho a direção de Daniel Colin foi exata e pela comoção do público ao final e envolvimento durante (principalmente das crianças), são fatores que outorgam o bom trabalho.Deixarei de lado os problemas naturais de estréia, comum a todos espetáculos, para mostrar que o todo funciona e com isso Porto Alegre ganha uma peça para crianças interessante. Não só para crianças, pois Leleco e seus amigos envolvem a platéia com duas ou mais gerações.Os atores estão de um nível bom a muito bom. E melhor, não só eles, mas todos os elementos, tendem a afinar com o passar da temporada, e certamente teremos um espetáculo maduro de si mesmo no final das datas previstas de apresentações. Rossendo Rodrigues, protagonista do "Jogo da Memória", conduz a história com "Leleco" em uma atuação segura, assim como Felipe Vieira de Galisteo e Ricardo Zigomático que trabalham o espaço ficcional com uma boa relação entre os elementos de cena. Ariane Guerra, interpretando a única menina neste grupo de amigos, traz a suavidade que a voz feminina tem, junto com a forte personalidade de sua personagem em uma bela construção; e a boa atuação de Daniel Colin leva o foco ao personagem que, na trama, mais possui um "caráter cômico". O conjunto de atores se sobressai.O trabalho com projeção é uma boa idéia e acresce o movimento dramático, mas que necessita outros olhares para melhor afinação, embora eu saiba que muitos elementos - como a projeção - tiveram poucos ensaios. Item que o diretor deve ajustar sem problemas. A escolha das cores nos figurinos e certa entonação nas atuações, difícil por se tratar de adultos que interpretam crianças, se justifica (para mim) pelo fato de tudo ser parte do imaginário de uma das personagens, e como memória - passível de adaptações toda vez que narrada pelo contador da história. A trilha-sonora é funcional, embora a guitarra clean chame muito atenção nas principais inserções. O cenário reforça a ilusão visual com a iluminação sendo um acréscimo que o grupo possui na evolução do espetáculo, e o trabalho com as sombras sublinha a poesia que surge nas cenas.Por tudo isso e pela bela história, encenada com prazer pelos atores, recomendo a todos que assistam "Jogo da Memória" e se deleitem com esta nova montagem do Teatro Sarcáustico. Vida longa ao espetáculo!"

Por Marcos Chaves

E então? Que venham mais e novas críticas tão bem inauguradas por um colega de palco!
Para ver o blog de Marcos, é só acessar o link: http://marcoschaves.blogspot.com/
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