sábado, 21 de novembro de 2009

Se não tem nada para falar...

Com uma manchete absurda e um apelo sexual normalíssimo, a equipe do Terra se puxou no desserviço prestado à cultura hoje, dia 21 de Novembro, ao falar da estréia do espetáculo Usufruto, no Rio de Janeiro.

A polêmica forçada pela (ohhh!) cena de sexo dos personagens já estava programada, inclusive, nas palavras da autora, que disse que “(sei que) o espetáculo tem uma força muito grande, mas também acredito que muita gente vai se interessar por curiosidade, pois os personagens transam.”

Claro que isso foi assunto de muita gente que não tinha nada de artístico para dizer sobre o trabalho, e que, sem vontade nenhuma de escrever, apenas copiou e colou o modelo pronto (tudoagora, dnonline, ego...), mas foi na reportagem do Terra que se explicitou o quão mesquinho e tendencioso pode ser o comentário de uma mídia que não se interessa nada pela arte e só publica o que lhe pagam para publicar.


Para não ser tendencioso e me igualar a certas pessoas que escrevem em portais de internet, transcrevo tal e qual as brilhantes palavras usadas pela “reportagem”:

“Aproximadamente 1500 pessoas acompanharam a estréia de Lúcia Veríssimo na peça Usufruto nesta sexta-feira (20), no Rio de Janeiro. Tudo porque uma polêmica cena deu o que falar: a atriz aparece fazendo sexo com o ator Raphael Viana.
Mas pra quem já ficou com os cabelos em pé, um adendo: apesar da nudez, a cena de sexo é de mentira, afinal, não estamos nos teatros alternativos da cidade de São Paulo.
Usufruto fica em cartaz no Rio de Janeiro até o ano que vem. Depois disso, cruza São Paulo e o interior do Estado.”

Ainda bem que as 1500 pessoas de bem que foram a esta estréia tiveram coragem de encarar o espetáculo, mesmo que de cabelo em pé, até chegar a dita cena. A “reportagem” deixa claro que foi uma polêmica que moveu o público, o que não aconteceria em um teatrinho alternativo, onde normalmente vão pessoas que se interessam pela arte de verdade, e não por certas baboseiras glamorosas e disfarçadas de peça de teatro que andam por aí nos principais teatros das principais cidades do nosso país – mas isso não interessa a ninguém, não...?

Uma boa oportunidade de ficar quietinhos, já que poderiam simplesmente ter copiado o texto, como fizeram os colegas de outros portais de notícia.


Essa pessoa, que não teve nem a capacidade de se identificar como autor do texto, deveria ser, no mínimo, processada pela classe paulista por preconceito, calúnia e difamação.


Maico Silveira, correspondente internacionáustico

Postar um comentário

Leia também!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...