quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Qual o real papel da crítica?

Este parece um assunto bastante pertinente... O Camilo de Lélis e o Luciano Alabarse escrevem sobre a questão da crítica nos últimos "Usina do Porto" (se não me engano...). O Roberto Oliveira sempre lamenta a morte do Claudio Heemann. E, agora, passa isso pela minha cabeça, pois acabei de redigir um "comentário" sobre a peça "Reflejos", a qual assisti ontem e escrevi sobre para o Blog do Porto Alegre em Cena. Não sou um crítico e muito menos me considero um. Acredito que a crítica precisa ser conhecedora do assunto e, sobretudo, mente aberta. Caso contrário, torna-se apenas "achismos" ao vento... (Lembro-me de uma "crítica" do espetáculo "Roberto Zucco" do meu querido Felipe Vieira, na qual o "crítico" sequer conhecia o Koltés... Triste!). Além do que, prá mim, a melhor crítica é aquela que suscita reflexões sobre a obra, que gere discussão (e não bate-boca... reside aqui uma pequena diferença...).
Penso portanto na ausência de críticos preparados a esta função em Porto Alegre e, pior ainda, na ausência de troca de reflexões entre os próprios artistas sobre suas obras; sobram apenas frases de "achismos" lançadas a torto e a direito em jornais culturais e blogs da vida. Sem querer menosprezar a atitude de todos aqueles que escrevem sobre espetáculos teatrais quando a maioria das pessoas sequer deseja ir ao teatro, adoraria que este textos impressos ou postados fossem melhor discutidos e assimilados, bem como - e sobretudo - os espetáculos em questão...

Finalizo minhas reflexões (nã0-finalizadas) com algumas frases, pelas quais cruzei os olhos durante estes últimos dias. Lanço-as aqui para que possamos discuti-las:

"A crítica é fundamental para o crescimento dos grupos e dos indivíduos. Por mais que, às vezes, soe injusta e cruel, a percepção crítica honesta é uma bússola da qual não podemos abrir mão." (Luciano Alabarse, diretor e coordenador do Porto Alegre em Cena - "O poder transformador da milenar arte teatral").


"A crítica tem uma importância fantástica no fazer teatral. É fundamental tanto para os criadores quanto para o público." (Zé Adão Barbosa, ator e diretor - "O poder transformador da milenar arte teatral").


“O papel dos críticos é fundamental, mas se a arte dependesse apenas dos críticos seria estéril. Não haveria possibilidade de avanço ou de diálogo.” (Mário Chagas, poeta, museólogo, diretor de Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus - Jornal “Zero Hora”: Segundo Caderno, p. 6. 24/08/2010).

Simpática, não?


E aí? Concordam ou discordam de mim ou de algum dos colegas acima?



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