MAKING OF - final

Solos Trágicos


Caros Amigos:
Colaborem com a divulgação da mais recente produção do Depósito de Teatro:
SOLOS TRÁGICOS
Repassem e-mail para suas listas.
Ingressos já estão à venda na Bamboletras.
A peça vai acontecer de 22 a 31 de janeiro, direto, sempre às 21 horas.
Aproveitem o comprem com preço de antecipado de 10 reais.
O ingresso normal custará 20 reais.
São 500 ingressos e, ao que tudo indica, será uma temporada única.
Conheça tudo sobre este maravilhoso projeto e sobre a peça acessando:
www.solostragicos.blogspot.com


Direção: Roberto Oliveira
Elenco: Daniel Colin, Elisa Heidrich, Fernanda Petit, Isandria Fermiano, Lívia Dávalos, Lucas Sampaio, Marcelo Adams e Rodrigo Fiatt.

Fernanda Petit escreve sobre MAKING OF



A grande amiga Fernanda Petit, colaboradora do Sarcáustico e atriz do "IntenCIDADE 1ª: VOAR" nos enviou um email muito querido, no qual ela revela impressões bem delicadas sobre o nosso MAKING OF, que vem lotando em todas as apresentações e vem agradando - e muito! - as pessoas. Abaixo, as palavras de Petit:





Making of
Não há melhor título para esta peça "Making of" já que isto significa processo de fazer-se algo.
O amor é um processo até se chegar num filme realmente de amor.
Talvez tenhamos que repetir as cenas várias vezes e se perguntar o que faltou:
tesão?fumproarte?élan?
No amor todo dia falta alguma coisa ou tem em abundância
O amor talvez sejam imagens projetadas de filmes na tela.E amor podia ser só imagens bonitas.Podia ser uma sucessão de slides que uma diretora aperta o botão compulsivamente e feliz.
O amor é aquele olho pixado na tela.Quando se ama parece que nosso olho tem um coração desenhado com spray.Spray é difícil de se retirar
Então quando se ama a gente se enlouquece como Constanza Macras e dança até não aguentar mais.O nosso corpo dança a dança frenética do coração.
Onde tudo é possível.Onde se transa como um gorila.Ou se deita delicadamente no sofá se fazendo carinho.Quando um beijo voa da tua boca para o rosto do outro.Tudo parece musical,com passarinhos.Todo dia ele talvez possa te fazer sentir a princesa(mesmo que alguns dias erre feio e te faça resbalar do skate)
Quando não se tem amor a gente se sente a princesa paraplégica tentando alcançar a coroa.
Quando não se tem amor dá vontade de mandar coisas tomarem no cu
E não digo amor só de homem por mulher,digo também esse amor próprio
Eu sempre achei que vida sem amor é solidão demais.Solidão da janela do gasômetro,vendo a lua e as estrelas.Vendo aquele barco sumir na escuridão
O amor é bom me digam isso.Digam que é demais e vale à pena ir na tua casa de madrugada e se amar até de manhã.Diga que vale à pena as risadas e as dificuldades compartilhadas.
Já é comprovado amor não se instala no coração.
mas sim no cérebro.Bem mais bonito achar que está no músculo.Parece que lá ele fica melhor armazenado,por que no cérebro ele se mistura com lembranças ruim.No cérebro ele se mistura a medos, prioridades,receios e bla bla bla.
O amor é bom quando são corpos nus colados no vidro do box do banheiro.Quando duas respirações viram uma
Amor é quando tu liga o som naquela música do Queen e insiste várias vezes
Amor é a gente falando com o mundo.Perguntando:podem me encontrar um alguém para amar?
Amor é quanto tu liga a câmera e tenta várias vezes até chegar pelo menos no essencial,no que toca,no que capta os mínimos detalhes
Quem dera as coisas não chegassem a cadeiras sendo jogadas e chutadas.A pessoas jogando roupas para o alto ou levando roupas alegando irem à lavanderia.
Quem dera o amor não fosse aquela frase:eu tô indo embora.Parece que esta frase desencadeia todas aquelas idiotices amenizantes gritadas do sofá.Quem quer ser levada para irmã?Ou entender que o problema é ele e não tu
Ah amor tem que ser brincadeira divertida no sofá caindo.Tem que ser Titanic sem fim trágico.
Amor não precisa ser vários presentes sendo empurrados a ti até te espremer na parede.Não precisa ser "eu te amo" a toda hora e nem "te adoro".
Amor pode ser aquela surpresa de um beijo inesperado
Amor pode ser a maluquice dos guris se beijando em cena
Amor pode ser igual aos atores se despindo de seus medos e receios no palco
Todo mundo que é casal ou tenta ser devia brincar de mímica no dia a dia pra se descobrir e rir.Todo mundo devia fazer sua dança juntos,criar seus passos.Sem palavras,apenas o corpo fala.
Não venha com ursinhos,nem rosas,nem tente imitar aquela cena do 10 coisas que odeio em você
Fale de sua infância,da sua famíla,peça colo,peça música,peça um xis para comermos de madrugada,concorde que coca-cola em lata é melhor que de garrafa.
O making of toca por que não chega a tocar.Quando talvez tu desacredite no amor por um momento ele te levanta.Ele não te dá lenços ao entrar na sala
Ele te dá pequenos momentos poéticos
Te dá vontade de beijar o cara sentado ao teu lado.Te dá vontade de segurar na mão do cara ao lado e dizer:fique o tempo necessário e bonito.
Making of é não leve tudo tão a sério as coisas podem ser menos doloridas
Makking of é como Menthos(rsrsrs)arde no começo ao mastigar, mas depois fica gostoso de se mastigar
Eu talvez veja o amor como forma sofrida.Ao pensar pela primeira vez em O amor não é um filme,pensei naquelas coisas que a plateia saía com lenços e pensativos.Mas talvez aprendi com vocês e com a vida que não se pode levar tudo tão à sério.Talvez tenha que prosseguir com o mesmo sorriso que eu estava na plateia. mesmo que as coisas não sejam infinitas.
Coração quebra.Tem uma hora que nem super bonder ajuda,por que super bonder seca rápido na embalagem
Mas sempre se tem esperança de uma volta,de um (eu quero voltar,eu quero tentar,eu quero não ter medo)
Amor é brega como pagode.A gente esconde que não escuta,que não curte,mas curte simmmmmmmmm. E pior que a letra a gente decora e canta rindo.
Making of é bom porque é bem começo de relacionamento.Energia a mil,olho brilhando e muitas ideias
Então que permaneça Making of na vida,saca?
Sarcáustico continua mais instigante,louco e absurdo...e eu gosto.Talvez eu seja medrosa para tá junto
Mas acho que tô junto sim...o meu sorriso e meu coração entra com vocês em cena
Amem..amo é o que digo...até que as coisas durem




Ah, e não esqueçam: ÚLTIMA APRESENTAÇÃO DO MAKING OF neste próximo sábado, às 19h. APENAS 25 LUGARES!!!

Vem aí: PRATO FRIO (porque parente bom é parente morto!)


A Oficina de Formação de Atores do Teatro Sarcáustico está preparando um jantar ligeiramente indigesto: PRATO FRIO (porque parente bom é parente morto!). Uma história de vingança muito engraçada e mordaz, tal e qual os outros trabalhos do grupo. Prá quem vem acompanhando os espetáculos do Sarcáustico, deve imaginar o que vem pela frente. No caso do PRATO FRIO, a direção e a dramaturgia original ficam por conta da dupla Daniel Colin e Felipe Vieira de Galisteo. No elenco estão os atores-alunos Alcione Rosa, Claudio Loimil, Eder Ramos, Lu Benetti, Márcia Ilha Marques, Michelle De Maman e Priscila Gracez.

Ingressos antecipados: R$6,00.




E agora, um trechinho do texto prá deixar todo mundo muito curioso...

A Mãe – Olha só o que a mamãe comprou! (Mostra um cachorrinho de pelúcia.)
A Menina – Pra quê isso?
A Mãe – Sua avó adorava os cães. Talvez mais do que de natal e de crianças pequenas. Nunca vi coisa igual.
A Menina – Mas isso é um ser inanimado!
A Mãe – Você acha mesmo que ela vai notar?
A Menina – Você não quer que eu ande com isso pra cima e pra baixo feito uma idiota?
(A empregada entra em cena e observa tudo enquanto limpa a sala.)
A Mãe – Você não percebe nossa situação, Dudinha? Sua irmã está de volta! E a vovozinha de vocês adorava aquela fedelha! Pra quem você acha que ela vai deixar toda a herança? Desde que ficou rica da noite pro dia depois que enviuvou daquele velho capitão que morreu envenenado sabe Deus como, ela só ficava falando da sua irmã. Só que fomos nós que aturamos a vovó todos esses anos, preparando Natal até quando era Dia da Independência! Portanto, agora que ela está mais pra lá do que pra cá, nada mais justo que a família ficar com o dinheirinho dela. E se você tiver que cuidar de um cachorrinho de pelúcia como se fosse um bicho de verdade pra agradar essa velha desgraçada, você vai fazer isso, ouviu bem?

Alinhar ao centroFoto: Rossendo Rodrigues

Se não tem nada para falar...

Com uma manchete absurda e um apelo sexual normalíssimo, a equipe do Terra se puxou no desserviço prestado à cultura hoje, dia 21 de Novembro, ao falar da estréia do espetáculo Usufruto, no Rio de Janeiro.

A polêmica forçada pela (ohhh!) cena de sexo dos personagens já estava programada, inclusive, nas palavras da autora, que disse que “(sei que) o espetáculo tem uma força muito grande, mas também acredito que muita gente vai se interessar por curiosidade, pois os personagens transam.”

Claro que isso foi assunto de muita gente que não tinha nada de artístico para dizer sobre o trabalho, e que, sem vontade nenhuma de escrever, apenas copiou e colou o modelo pronto (tudoagora, dnonline, ego...), mas foi na reportagem do Terra que se explicitou o quão mesquinho e tendencioso pode ser o comentário de uma mídia que não se interessa nada pela arte e só publica o que lhe pagam para publicar.


Para não ser tendencioso e me igualar a certas pessoas que escrevem em portais de internet, transcrevo tal e qual as brilhantes palavras usadas pela “reportagem”:

“Aproximadamente 1500 pessoas acompanharam a estréia de Lúcia Veríssimo na peça Usufruto nesta sexta-feira (20), no Rio de Janeiro. Tudo porque uma polêmica cena deu o que falar: a atriz aparece fazendo sexo com o ator Raphael Viana.
Mas pra quem já ficou com os cabelos em pé, um adendo: apesar da nudez, a cena de sexo é de mentira, afinal, não estamos nos teatros alternativos da cidade de São Paulo.
Usufruto fica em cartaz no Rio de Janeiro até o ano que vem. Depois disso, cruza São Paulo e o interior do Estado.”

Ainda bem que as 1500 pessoas de bem que foram a esta estréia tiveram coragem de encarar o espetáculo, mesmo que de cabelo em pé, até chegar a dita cena. A “reportagem” deixa claro que foi uma polêmica que moveu o público, o que não aconteceria em um teatrinho alternativo, onde normalmente vão pessoas que se interessam pela arte de verdade, e não por certas baboseiras glamorosas e disfarçadas de peça de teatro que andam por aí nos principais teatros das principais cidades do nosso país – mas isso não interessa a ninguém, não...?

Uma boa oportunidade de ficar quietinhos, já que poderiam simplesmente ter copiado o texto, como fizeram os colegas de outros portais de notícia.


Essa pessoa, que não teve nem a capacidade de se identificar como autor do texto, deveria ser, no mínimo, processada pela classe paulista por preconceito, calúnia e difamação.


Maico Silveira, correspondente internacionáustico

Hohlfeldt escreve sobre JOGO DA MEMÓRIA

Pessoal, hoje saiu no Jornal do Comércio-RS a crítica que o Antônio Hohlfeldt escreveu sobre o nosso JOGO DA MEMÓRIA. Dêem uma lida abaixo e vejam se concordam com ele.
Ah, em tempo: hoje fizemos um levantamento de borderôs e descobrimos que o JOGO, nesse 1 ano de existência, foi assistido por mais de 6.800 espectadores, sendo que 6.000 foram crianças! Maravilha!!!

Foto: Divulgação/PMPA


Um jogo para emocionar



Jogo da memória é dessas boas peças dirigidas às crianças, nem tão pequenas assim, e que agradam também aos adultos. A peça tem a qualidade de trabalhar com um vocabulário e algumas experiências que são verdadeiramente universais. Valendo-se de um flash-back, o narrador relembra os momentos de infância quando, aos 12 anos, por motivos de mudança de seus pais da cidade em que morava, perde seus melhores amigos, três meninos e uma menina. A partir de então, a peça retorna ao passado e temos uma narrativa dentro de outra narrativa, técnica que o dramaturgo volta a se valer, mais ao final da peça, quando ainda uma terceira história é introduzida.

Isso que poderia gerar confusão e dificuldade de compreensão, contudo, é tratado com muita objetiva e um bom controle do dramaturgo, de modo que cada história vai tendo o seu desfecho e, ao final, a gente se dá conta que a meta do escritor foi atingida: ele conseguiu falar de sua infância de modo a falar da infância de todos nós que ali nos encontramos.

Em geral, estas situações em que um autor é também diretor da peça e, ainda por cima, seu intérprete, alcança péssimos resultados. Não é, contudo, o que ocorre aqui, talvez porque o Teatro Sarcáustico tenha o mérito de trabalhar verdadeiramente em grupo. O cenário coletivo, diga-se de passagem, é tão simples quanto bem instrumentalizados: algumas lonas esticadas, como camas de campanha, trocadas de lugar e de posição, servem para se projetarem sombras chinesas ou separarem espaços variados, quando não os criam, mesmo. Há uma bonita fantasia em todo o trabalho, o que dá uma dinamicidade e um sentido de verdadeiro, garantindo sua comunicabilidade, que é um dos elementos essenciais para o teatro dirigido às crianças.

O elenco trabalha unitariamente, e nem mesmo a deficiência física apresentada em cena, a gente consegue descobrir se é da personagem ou do ator. Essa verdade interna de todo o trabalho emociona e mesmo que inconscientemente, envolve a platéia que acompanha, com curiosidade, quando não com torcida, as peripécias dos garotos, quando eles fogem de casa em busca de um lugar em que poderiam constituir sua própria comunidade: afinal, “eles já eram quase adultos”.

O cuidado com a linguagem verbal compreensível; a atenção para com imagens e referências acessíveis. O respeito para com o espectador, na medida em que se joga com ele, provocando-lhe a curiosidade e tomando-lhe a atenção, tudo isso faz de Jogo da memória um belo espetáculo que, não por acaso, recebeu premiações no ano passado, quanto estreou em primeira temporada: Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante – o próprio diretor – Melhor Cenografia e Melhor Dramaturgia.

A encenação, ritmada, contínua, inteiramente aberta às vistas da gurizada, encanta exatamente porque reproduz, com fidelidade, a perspectiva lúdica que sempre nos envolve e emociona. Daí o resultado positivo, animador, deste trabalho, que mostra, uma vez mais que teatro para crianças exige, sobretudo, respeito para com a criança, e nada mais.

MAKING OF: 3 apresentações nesse fíndi!


Não esqueçam: nesse sábado vão rolar duas sessões, uma às 18h e a outra às 21h. No domingo, segue às 19h.
IMPORTANTE: O espetáculo inicia no terraço da Usina do Gasômetro. Caso chova, começaremos no térreo da Usina.

*** APENAS 25 LUGARES ***