quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Breves comentários sobre as "Breves Entrevistas..." - Parte IX

"A união perfeita da teoria, estudo, pesquisa com a prática teatral. Foi a primeira coisa que me veio a mente após assistir esse novo espetáculo do Sarcáustico.
Jovens atores e profissionais que utilizam o que aprenderam no DAD, o que aprenderam também por iniciativa própria e o que estão estudando agora (pois isso nunca para), aliado ao talento para conduzir toda essa teoria, estudo, pesquisa, entrega, ensaios, a quem é o “alvo” principal: O público. (...)
Perguntei de cantinho no facebook para o Colin, se eles tinham utilizado o viewpoints (Quer saber do que se trata leitor? Pesquise ora bolas! Kkk) como uma das ferramentas no estudo, visto pelos momentos de interatividade, personagens chamando quem contracenava com eles pelo nome próprio do ator, indicações de término/início de cena com tapas, toques, preparações, quebras, desmanchando interpretações, atores junto com o público fazendo “ola” e etc.
Colin disse que não especificamente, mas como trabalham com isso faz tempo, ficou “entranhado” na forma do grupo ser e criar.
No palco: Ringue de luta livre, (mas pode também ser prisão, animais em jaulas) grades, garrafas de cerveja, vídeo, interatividade até com os técnicos que também vestiam-se a caráter, ou seja, o planejamento materializado e bem visível a todos.
Eu não me choquei em nenhum momento, nem pelas atuações, tampouco pelo texto, nesse “submundo” do autor e de seus personagens, compreendi sua poesia, seus versos cruéis, entendi suas intenções e achei extremamente identificáveis e de fácil assimilação para qualquer tipo de público. Nenhuma cena ali senti como cena mais visceral, forte e tal, nenhum momento que me provocasse a repulsa, e sim a compreensão do que se passava. A justificativa para cada atitude, movimento, tudo na minha visão na medida certa. Vi cenas belíssimas como a dança de Rossendo Rodrigues e Guadalupe Casal, ele falando inglês, ela espanhol. O ótimo início com o mesmo Rossendo em “Como conseguir uma xoxota em 5 estágios” e vi novamente o texto forte sim, e entendo e concordo com as palavras do personagem interpretado muito bem por Daniel Colin no final do espetáculo.
Eu vi, senti e entendi acima de tudo ali: Arte Cênica em seu todo. Meu aplauso, agora com as palavras aos atores/diretores: Daniel Colin/Rossendo Rodrigues/Guadalupe Casal e Ricardo Zigomático. (E a todos os demais colaboradores).
Antes de dispararem suas “metralhadoras de palmas” em direção aos “hediondos” no final, o público o fez com os olhos, com as expressões de acordo com tudo o que estavam vendo e sentindo.
Na última capa do programa vem escrito:TEATRO DE ARENA, a vida é feita de Atos! Não teria frase melhor para encerrá-lo pois graças a esse ato, temos esse espetáculo ao nosso alcance, graças ao ato do Sarcáustico de se desafiar, temos BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS.
Atos, realizações, o Teatro Gaúcho/Brasileiro/Mundial (estréia mundial) agradece!" (Luis Carlos Pretto, ator e diretor, via blog)


Para ler todo o post do Pretto, clica aqui.


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