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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Breves comentários brasilienses sobre o "Breves Entrevistas..."

Seguem abaixo, dois comentários brasilienses sobre o nosso espetáculo; um deles escrito a pedido do Festival Cena Contemporânea e outro elaborado por um espectador que nos enviou suas palavras por email. 
E lembrando: confiram a nova temporada do BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS no Teatro de Arena a partir desta semana. Com novas cenas e elenco renovado!



"Breves Entrevistas com Homens Hediondos
Por Adriano de Angelis
Realizador Audiovisual e Gestor Cultural

Gosto de obras que nos permitem ampliar as fronteiras da experiência artística e existencial. Breves Entrevistas com Homens Hediondos, montagem do grupo gaúcho Teatro Sarcáustico, é desse tipo, e reúne cenas-entrevistas a partir do livro homônimo de contos do polêmico David Foster Wallace.

O uso de diferentes recursos de linguagem amplia os nossos sentidos para além da boa fruição estética. Não que o simples gozo não seja importante, nesse caso é mesmo fundamental, mas é sempre interessante presenciar uma montagem que consegue usar da técnica para acessar a ética.

Um espetáculo ágil, irônico e visceral, repleto de elementos bem construídos: uso ponderado de projeções audiovisuais de forma eficiente e complementar (nos momentos em que os vídeos são exibidos, surge um ar documental instigante); músicas bem selecionadas que pontuam dramaticamente momentos e transições, constroem “climas” sedutores e valorizam as cenas; o cenário modulável é criativo: grades sanfonadas que aprisionam e libertam (os atores e o público), na medida em que as narrativas se desenvolvem; os figurinos são semioticamente bem construídos, como no uso das máscaras de lutadores mexicanos, sugerindo que relacionamentos amorosos/sexuais são campos de batalha permanentes, físicos e psicológicos; há uma referência explícita à embriaguez quando, no palco, dezenas de garrafas verdes de cerveja reforçam a ideia de que o universo de contradições emocionais é normalmente carregado de impulsos entorpecidos; um ponto frágil é a prometida interatividade com o público, que não se traduz em algo muito real, sendo mais um jogo de cena. Mesmo que funcione apropriadamente ao clima de indagações que se estabelece com os espectadores, deixa a desejar. 

Relacionamentos humanos são sempre complexos e as Breves Entrevistas estão marcadas por agruras da vida, conduzindo os espectadores para universos íntimos alheios. Como em um thriller psicológico, a busca de sentido é pontuada por excitações e dores. Um espetáculo cheio de exageros sem ser exagerado. Até por isso, mobiliza pulsões intensas, mesmo que obscuras e cinzentas. Alguns poderiam dizer que é uma obra politicamente incorreta. Discordo, seria se soasse falso, o que não é o caso. 

Porém, cabe a pergunta: É legítimo que a arte amplie a nossa percepção sobre temas altamente degradantes e desumanos (como o relato de estupro) mesmo que para isso caminhe no abismo limite entre o questionamento e a contradição? 

As referências filosóficas que aparecem ao longo das cenas-entrevistas ajudam a sinalizar caminhos existenciais às diferentes pessoas. Enquanto isso, tensões sexuais funcionam como condutores narrativos, que nos lembram que o cotidiano, por mais rebuscado que possa parecer, ainda é, em grande parte, mantido como rotina em busca de outros prazeres.

O inconsciente é despertado por luzes, sons e coreografias “estimulantes”. Com momentos almodovarianos e trilha sonora tarantinesca, Breves Entrevistas é o tipo de espetáculo que flerta com a inteligência e pode até despertar invejas artísticas. Experimental até dizer “chega!”, alimenta algumas risadas nervosas e momentos de desconforto. Ponto! Consegue ser provocativo sem ser apelativo.

Em momento especial, centra suas questões no gênero feminino e nos ideais feministas. Na relação homem/mulher encenada, fica sugerida a metáfora (quem sabe machista) de que enquanto o homem tem o falo, a mulher fala. Ao fim do espetáculo, entrecortado num remix de outras frases, ouvimos ainda da atriz Guadalupe Casal: “Por que sou sempre eu que faço as perguntas?” Resposta: “Porque é a única mulher do grupo”.

Vida e Morte. Pulsões básicas. O prazer pode estar nas brechas."




"fico até meio sem jeito de escrever esse email e com medo de parecer sem noção, mas acho que um dos principais sentidos da arte é estabelecer um canal de comunicação especial entre as pessoas e permitir que elas sejam verdadeiras. dito isto, queria dizer que ter assistido à peça de vcs hoje foi marcante por vários motivos. o principal deles, claro, foi por ter tido a oportunidade de ver no teatro a obra do único autor que conseguiu me fazer gargalhar - na página 29 de "breves Entrevistas" - pra me fazer chorar 5 páginas depois (b.e. nº 11 06-96). e o detalhe mais sórdido é q a gargalhada ocorre justamente numa das entrevistas mais tristes, a do sujeito q não consegue aceitar que alguém o ame, já q ele tem um impulso bizarro q ele próprio abomina... enfim, coincidentemente ou não, eu li esse livro naquela que talvez tenha sido a pior fase da minha vida, há uns cinco anos, de modo que, sabendo da história do autor, quando comecei a ler um dos melhores contos de "oblivion", chamado "good old neon", eu resolvi não ler até o final pq aquilo estava me fazendo mal. desde então eu parei de ler DFW, pq apesar de aquilo ser genial, era ao mesmo tempo aterrador. pois desde então, o primeiro contato q tive com a obra do DFW foi hoje, por conta de vcs.(...) enfim, queria dizer q adorei quase tudo da peça, desde o cenário, passando pelas máscaras, pela trilha sonora (nunca tinha ouvido aquela versão da alanis, aliás demorei pra me dar conta q era uma música da alanis - que versão espetacular! - e as versões instrumentais de stairway to heaven, no surprises e street spirit tbm são foda!) até chegar no principal q foi a atuação de vcs, q vai melhorando com o desenvolver da peça até aquele final profundamente emocionante. (...) se vcs me permitem, gostaria de fazer apenas uma pequena sugestão pra vcs. os melhores momentos da peça, na minha opinião, são aqueles nos quais vcs menos se esforçam pra fazer o texto ipsis literis. quando vcs falam o texto mais certinho, soa um pouco como leitura dramatizada e tira um pouco da pungência do texto. os momentos mais brilhantes, na minha opinião ,são aqueles em q vcs seguem o texto, mas falam com mais liberdade, de uma maneira mais coloquial... outra sugestão (que não sei na verdade se tornaria a peça melhor, mas q acho q vale ser feita mesmo assim) seria abrasileirar um pouco o texto. pq esse não é um texto americano, é um texto universal, então acho q pode ser abrasileirado, na minha opinião. p. exemplo em vez de dizer "democrata", poderia dizer "petista", sei lá. ontem, na peça do enrique diaz, percebi q ele usou esse recurso e funcionou bem. vcs mesmo usaram a coisa do snowden e funcionou bem. enfim, não entendo nada de teatro, vi muito poucas peças na minha vida (talvez umas 20 em toda a minha vida), mas falo como um leigo q qdo vai ver uma peça , ler um livro ou assistir a um filme, quer esquecer q tá fazendo qualquer uma dessas coisas. quer simplesmente vivê-las. então, acho q esses recursos q mencionei aproximam o público do espetáculo. e vcs fazem isso com perfeição em vários momentos, enquanto em outros são mais literais, o q me fez lembrar q estava assistindo a uma peça. mas enfim, só estou me dando o trabalho de escrever essa sugestão pq realmente me envolvi muito com a peça. e achei muito emocionante vcs falarem de vcs mesmos no final da peça. na hora q o daniel colin pergunta pra plateia se ela sabe o q é sentir saudade de um filho de um ano e meio, fiquei com a impressão de q ele estava olhando pra mim (...) e tbm fiquei com a impressão de q a guadalupe olhou pra mim algumas vezes, pq eu fiquei olhando fixamente algumas vezes para os olhos e para o corpo dela. e acho q isso é uma das coisas mais incríveis do teatro, quando essa fronteira entre o ator e o personagem se torna nebulosa, ainda mais com um texto desses. afinal, só o fato de vcs estarem interpretando a obra do DFW já diz muito sobre vcs. e vcs todos são du caralho! deveria reler o q escrevi antes de enviar, mas vai assim mesmo, primeiro pq o sono já tá batendo e segundo pq fica mais autêntico. bueno, parabéns, muito obrigado e boa noite (não sei q hora do dia vcs vão ler isso, mas pra mim é boa noite, até mesmo pq eu já devia estar dormindo há um bom tempo, mas o impulso de escrever me impediu de dormir até agora...) ah, e muito sucesso pra vcs, pq vcs merecem demais! beijos e abraços, bruno"



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Breves Entrevistas com Homens Hediondos reforçando pontes entre o Sul e o Centro-Oeste



Semana que vêm os Teatro Sarcáustico vai viajar para o centro-oeste do nosso país com o seu aclamado Breves Entrevistas com Homens Hediondos, inclusive participando de um dos maiores festivais de teatro do Brasil, o Cena Contemporânea!!!
Novo elenco e novas cenas, no final da viagem o pessoal de Porto Alegre vai poder conferir, no Teatro de Arena!

sábado, 26 de janeiro de 2013

Revista Arte SESC #11

Ai está a revista Arte SESC #11, com o nosso querido Breves Entrevistas com Homens Hediondos ilustrando a capa com uma foto de Claudio Etges. Na revista tem um texto muito bacana, do nosso sarcáustico Daniel Colin, trazendo várias perspetivas sobre o Festival Palco Giratório que a cada ano ganha mais força em Porto Alegre, tanto em importância, quanto em tamanho. Clica e confere, tem muita coisa boa!

terça-feira, 5 de junho de 2012

"Breves Entrevistas" aposta em teatro contido mas vigoroso, por Fábio Prikladnicki



Baseada no livro homônimo de contos de David Foster Wallace (1962 — 2008), a peçaBreves Entrevistas com Homens Hediondos é uma ousada tentativa do Teatro Sarcáustico de transpor para a cena a obra do cultuado escritor americano. A montagem, que estreou em 2011, esteve em cartaz durante o mês de maio como um dos destaques do 7º Fesival Palco Giratório Sesc/POA.

Com integrantes relativamente jovens, o Sarcáustico é um grupo que tem surpreendido o público gaúcho a cada produção. Breves Entrevistas... é a resposta à interrogação que se impôs depois da ampla repercussão da peça Wonderland e o que M. Jackson Encontrou por Lá, grande vencedora do Prêmio Açorianos de Teatro de 2010, amealhando as categorias de melhor espetáculo, direção (Daniel Colin), figurino (Daniel Lion) e produção (Rodrigo Marquez, Fernanda Marques e Palco Aberto). A questão era: e agora?
Pois Breves Entrevistas... contraria as expectativas com uma produção contrastante com a extravagância da anterior. Especialmente desenhada para o espaço econômico do Teatro de Arena, com a plateia distribuída em três dos quatro lados do palco, a peça mostra a versatilidade do Sarcáustico. A contenção não elide o vigor que tem caracterizado os trabalhos do grupo. Tomadas por uma atmosfera silenciosamente soturna, com personagens que parecem sempre prestes a fazer uma revelação assustadora, as cenas são temperadas com sons perturbadores — garrafas de cerveja que se chocam, rangidos, grunhidos.

O foco em Daniel Colin — diretor dos trabalhos anteriores e um dos atores mais talentosos do Estado — é compartilhado aqui com os demais integrantes: Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático e Rossendo Rodrigues (e a atriz convidada Tatiana Mielczarski, na temporada do Palco Giratório). Eles se revezam na direção e na atuação das cenas, que são histórias independentes. O resultado é um espetáculo dramaticamente poderoso, às vezes sardônico, mas na maior parte do tempo lúgubre. Como no excelente monólogo final de Daniel Colin, uma reflexão sobre a fronteira tênue entre os homens hediondos e nós.
Link para a matéria da ZH aqui.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Segundo final de semana de "Breves Entrevistas com Homens Hediondos" (Teatro Sarcáustico), no Teatro de Arena. Apresentações inseridas na programação do 7º Festival Palco Giratório SESC-RS, com ingressos a partir de R$5,00 até R$20,00. I M P E R D Í V E L ! ! !
De sexta a domingo, às 20h, até 27/5.
Outras informações sobre o Festival Palco Giratório em http://www.sesc-rs.com.br/palcogiratorio/ 

 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: Os Melhores no Teatro em Porto Alegre, por Daniel Colin

2011 foi um ano muito prolífero para Porto Alegre e para o Teatro Sarcáustico, especificamente. Estreamos um espetáculo muito mais simples que nosso anterior ("Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá"), mas nem por isso, menos profundo: "Breves Entrevistas com Homens Hediondos" marcou a primeira montagem da obra de David Foster Wallace no Brasil e gerou diversas discussões acerca da obra polêmica deste autor norteamericano. Além disso, fomos eleitos o Melhor Espetáculo e Melhor Direção no Porto Alegre em Cena (Prêmio Braskem) por "Wonderland..." e participamos com o mesmo espetáculo-evento do Caxias em Cena.
Já Porto Alegre, recebeu as presenças mais do que ilustres de Pina Bausch, Ariane Mnouchkine, Peter Brook, Alan Platel e Bob Wilson na programação do Porto Alegre em Cena.
Tendo em vista tanta coisa boa que foi vista em 2011, deixo registrado abaixo, os espetáculos que mais fizeram minha cabeça nesse ano!


* BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS (Teatro Sarcáustico/RS): Dirigido por 4 pessoas diferentes, a peça é um mosaico de histórias mordaz e potente, no qual o elenco defende o discurso de David Foster Wallace num verdadeiro tour de force. Antonio Hohlfeldt escreveu que o espetáculo faz uma necrópsia do contemporâneo. Apesar de tudo, foi ignorado pelo Prêmio Açorianos de Teatro...




* HOTEL FUCK - NUM DIA QUENTE A MAIONESE PODE TE MATAR (Santa Estação/RS): Apesar de possuir uma narrativa por muitas vezes superficial, "Hotel Fuck" é, sem sombra de dúvida, o espetáculo mais impactante do ano em Porto Alegre, com uma linguagem apurada e propostas cênicas extremamente criativas. Larissa Sanguiné, Gabriela Greco e Denis Gosch sobressaem em um elenco bastante forte. A dramaturgia de Diones Camargo é, mais uma vez, irônica e muito bem elaborada!
Apesar de tudo, foi menosprezado pelo Prêmio Açorianos de Teatro, já que não levou NENHUM dos 10 Troféus aos quais concorria (sendo que era favorito em vários deles)...




* LES NAUFRAGÉS DU FOL ESPOIR (Théâtre du Soleil/França): O encerramento do Porto Alegre em Cena não poderia ser mais poderoso com a presença deste que é um dos maiores grupos de teatro do mundo! Ariane Mnouchkine dirige um espetáculo absolutamente teatral, mesmo em meio a técnicas de cinema mudo. O elenco é simplesmente arrebatador, sobretudo Eve Doe-Bruce, interpretando Félix Courage. Apesar de cansativo e menos impactante do que "Les Epheméres" (que vimos há alguns anos), "Les Naufragés du Fol Espoir" foi um espetáculo obrigatório!




* VIÚVAS - PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA (Ói Nóis Aqui Traveiz/RS): Espetáculo-evento que nos conduziu de barco até a Ilha do Presídio para nos depararmos, sobretudo, com uma performance dilacerante de Tania Farias, com certeza, uma das melhores atrizes que temos no estado, talvez do país. Se por um lado deixa a sensação de fórmula repetida já usada pelo Ói Nóis, por outro "Viúvas" carrega em seu âmago a vivacidade de um elenco jovem querendo discursar com muita propriedade e vontade.




* A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP (Bob Wilson/EUA&Itália): Visualmente desolador e sonoramente destruidor. Uma hecatombe artística proposta por Bob Wilson. Genial!




* O FANTÁSTICO CIRCO-TEATRO DE UM HOMEM SÓ (Cia. Rústica/RS): Heinz Limaverde mais uma vez mostra o quão enorme é a sua capacidade de nos comover, grande ator que é! Direção delicada de Patrícia Fagundes. Lindo, lindo, lindo, lindo, pega a freeway e vai de tão lindo...




* FRAGMENTOS DO DESEJO (Compagnie Dos à Deux/França): Diversas vezes brega e previsível, o novo trabalho da Dos à Deux não chega nem perto do encantamento que foi "Saudade em Terras D'água", mas nos faz relembrar a importância do trabalho técnico dos atores em um espetáculo. Por isso mesmo, os atores são estonteantes! A cena do alongamento do velho feito pela empregada é sensacional!




* TEN-CHI (Pina Bausch/Alemanha): Cai a neve e seguimos até hoje dançando com Pina Bausch e seus bailarinos inesquecíveis...





E você?? Lembra de algum outro espetáculo que tenha feito sua cabeça????



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Teatro Sarcáustico deixa a cerimônia do Açorianos e Tibicuera mais Wonderful!!!


A Secretaria Municipal da Cultura e a Caixa Econômica Federal

tem o prazer de convidar para a cerimônia e coquetel de entrega dos


Prêmios Açorianos de Teatro e Dança,

Tibicuera de Teatro Infantil e

Prêmio Mais Teatro Revelação

Edição 2011


CERIMÔNIA E COQUETEL DE PREMIAÇÃO
Direção de Daniel Colin
e estrelado pelo fabuloso elenco de "Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá"
16 de dezembro, sexta às 20h

Teatro Renascença
Av. Erico Verissimo, 307 - Menino Deus
ENTRADA FRANCA

Lembramos a todos que a votação para o Troféu Juri Popular RBS Cultura pode ser acessado no link abaixo. Aprimoramos o nosso sistema e agora todos os computadores poderão votar novamente, uma única vez.


Esperamos vocês!

Para quem não conseguir estar presente, a cerimônia será transmitida ao vivo pela TVE!

Coordenação de Artes Cênicas
Secretaria Municipal da Cultura
PREFEITURA DE PORTO ALEGRE
Av. Érico Veríssimo, 307 - bairro Menino Deus
(51) 3289-8061 / (51) 3289-8062 / (51) 3289-8064




****Lembrando que o Teatro Sarcáustico concorre a 4 Prêmios Açorianos de Teatro por "Breves Entrevistas com Homens Hediondos": Melhores Direção e Dramaturgia (Daniel Colin, Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático e Rossendo Rodrigues), bem como a Melhor Ator (Daniel Colin e Rossendo Rodrigues). Além disso, os sarcáusticos Ricardo Zigomático, Guadalupe Casal e Daniel Colin estão concorrendo ao Tibicuera com o infantil "A Cãofusão - Uma Aventura Legal pra cachorro" e ao Açorianos de Dança com "Cinderela Fashion Week"

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"Breves Entrevistas..." recebe 4 indicações ao Prêmio Açorianos 2011

"Breves Entrevistas com Homens Hediondos"


Acabamos de saber que fomos indicados a 4 Prêmios Açorianos de Teatro 2011: Melhor Direção e Melhor Dramaturgia (ambos para Daniel Colin, Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático e Rossendo Rodrigues), além de duas indicações a Melhor Ator (Daniel Colin e Rossendo Rodrigues). Não podemos deixar de lamentar a nossa ausência na lista dos Melhores Espetáculos, já que fomos lembrados nas categorias mais importantes... Enfim, coisas de premiação...
Além disso, "A Cãofusão", da qual os sarcáusticos Daniel e Ricardo fazem parte, recebeu 12 indicações ao Troféu Tibicuera, incluindo as indicações de Zigomático (Melhor Ator) e de Colin (Ator Coadjuvante). "Cinderela Fashion Week", dossarcáusticos Zigomático e Guadalupe Casal, recebeu 6 indicações, sendo que Ricardo foi considerado um dos melhores Bailarinos do ano.
Abaixo as indicações:



Prêmio Mais Teatro Revelação 2011


ATOR
Gustavo de Araújo, por Filoctetes
Fabrício Fabris, por Oco
Patrick Peres, por Apenas o fim do mundo

ATRIZ
Kayane Rodrigues, por No palco Ruth de Souza
Lucila Clemente, por No palco Ruth de Souza
Ana Paula Schneider, por Uma fada no freezer

DIREÇÃO
Lisandro Bellotto, por Vão
Francisco de Los Santos, por Uma fada no freezer
Gustavo Dienstmann, por Pequenos fatos – a vida real pode ser fantástica

ESPETÁCULOS
Noite de Walpurgis
Uma fada no freezer
Oco

Prêmio Açorianos de Dança 2011

PRODUÇÃO
Cia K-OS Cênica, por Sereia, Bailarina das Águas
Fabiane Severo e Liége Marie, por Cem metros de valsa e um grama
Fernanda Carvalho Leite, por SINC

TRILHA SONORA
Carina Levitan, Flavio Aquino e Gustavo Nunes, por Eros + Psique
Catarina Leite Domenici, por Cem metros de valsa e um grama
Celau Moreyra, Karen Volkmann e Fernanda Carvalho Leite, por SINC

CENOGRAFIA
Giba Rocha, por À Sala
Luciana Hoppe, Maria Albers e Juliano Rossi, por Solo em água fervente

FIGURINO
Fabrízio Rodrigues, por Sereia, Bailarina das Águas
Luciana Hoppe, por Solo em água fervente
Marco Tarrago, por Cem metros de valsa e um grama
Raquel Capeletto e Grupo Gaia, por Cinderela Fashion Week

ILUMINAÇÃO
Augusto Grecca, por À Sala
Fabrício Simões, por Solo em água fervente
Maurício Marques, por Eros + Psique

BAILARINO
Alessandro Rivellino, por Joker Psique
Denis Gosch, por Cinderela Fashion Week
Nilton Gaffree, por Cinderela Fashion Week
Ricardo Zigomático, por Cinderela Fashion Week
William Freitas, por Eros + Psiquê

BAILARINA
Didi Pedone, por Eros + Psique
Fernanda Stein, por Cem metros de valsa e um grama
Graziela Silveira, por Cem metros de valsa e um grama
Maria Albers, por Solo em água fervente

COREOGRAFIA
Ana Claudia Pedone e William Freitas, por Eros + Psique
Beatriz Diamante e coreografia de criação coletiva, por À Sala
Diego Mac e Alessandra Chemello, por Cinderela Fashion Week
Fernanda Carvalho Leite, por SINC

ESPETÁCULO
Cem metros de valsa e um grama
Cinderela Fashion Week
Eros + Psiquê
Jokers Psique
Solo em água fervente

"Cinderela Fashion Week"


Prêmio Tibicuera de Teatro Infantil 2011
FIGURINO
Cláudio Benevenga, por Pimenta do Reino em Pó
Cláudio Benevenga, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Naray Pereira, por Piratas

CENOGRAFIA
Marcos Buffon, por Piratas
Grupo Ato Espelhado, por Avenida Cores por todo lugar
Paulo Martins Fontes, por Louça Cinderella

ILUMINAÇÃO
Fernando Ochôa, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Nara Lúcia Maia, por Piratas
Paulo Martins Fontes, por Louça Cinderella

TRILHA SONORA
Álvaro Rosacosta e Simone Rasslan, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Gustavo Finkler e Renata Mattar, por Louça Cinderella
Simone Rasslan e Cláudio Levitan, por Pimenta do Reino em Pó

PRODUÇÃO
Airton de Oliveira/Telúrica Produções, por Piratas
Eduardo Custódio, por Louça Cinderella
Rodrigo Ruiz, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro

ATOR COADJUVANTE
Cassiano Fraga, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Daniel Colin, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Paulo Adriane, por Piratas

ATRIZ COADJUVANTE
Letícia Paranhos, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Patrícia Ragazzon por Avenida Cores por todo lugar
Sandra Loureiro, por Piratas

ATOR
Cícero Neves, por Avenida Cores por todo lugar
Paulo Martins Fontes, por Louça Cinderella
Ricardo Zigomático, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro

ATRIZ
Caroline Falero, por O Baú – Lembranças e Brincanças
Fernanda Petit, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Giovanna Zottis, por O Baú – Lembranças e Brincanças

DRAMATURGIA
Fábio Castilhos, por O Baú – Lembranças e Brincanças
Marcelo Adams, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Suzi Martinez, por Pimenta do Reino em Pó

DIREÇÃO
Fábio Castilhos, por O Baú – Lembranças e Brincanças
Liane Venturella, por Louça Cinderella
Lúcia Bendati, por A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro

ESPETÁCULO
A Cãofusão – uma aventura legal pra cachorro
Louça Cinderella
O Baú – Lembranças e Brincanças

"A Cãofusão - Uma Aventura Legal pra Cachorro"


Prêmio Açorianos de Teatro 2011

FIGURINO
Daniel Lion, por O fantástico circo-teatro de um homem só
Fabrízio Rodrigues, por Hotel Fuck – num dia quente a maionese pode te matar
Letícia Pinheiro, Isadora Fantin e Greta Assis, por Mapa
Margarida Rache, Rita Spier e grupo, por A tecelã
Rô Cortinhas, por A bilha quebrada

CENOGRAFIA
Vicente Saldanha, por A mulher sem pecado
Cia. A Caixa do Elefante Teatro de Bonecos, Alice Ribeiro e Rita Spier por A tecelã
Juliano Rossi, por Hotel Fuck – num dia quente a maionese pode te matar
Juliano Rossi, por O fantástico circo-teatro de um homem só
Grupo Teatro Geográfico, por Mapa_

ILUMINAÇÃO
Bathista Freire e Daniel Fetter, por A tecelã
Bathista Freire, por Descrição de uma imagem
Fabrício Simões e Leandro Gass, por A mulher sem pecado
Lucca Simas e Patrícia Fagundes, por O fantástico circo-teatro de um homem só
Grupo Teatro Geográfico, por Mapa_

TRILHA SONORA
Edu Santos e Edo Portugal, por A mulher sem pecado
Marcos Chaves, por Tartufo
Nico Nicolaiewsky, por A tecelã
Ricardo Pavão, por Descrição de uma imagem
Simone Rasslan, por O Fantástico circo-teatro de um homem só

PRODUÇÃO
Carolina Garcia, por A tecelã
Francine Kliemann e Pablo Damian, por Mapa_
Jezebel de Carli, por Hotel Fuck- num dia quente a maionese pode te matar
Luciano Mallmann e Manu Menezes, por A mulher sem pecado
Rochele Beatriz e Priscilla Colombi, por O fantástico circo- teatro de um homem só

ATOR COADJUVANTE
Carlos Cunha Filho, por Ifigênia em Áulis + Agamenon
Jeffie Lopes, por Hotel Fuck- num dia quente a maionese pode te matar
Marcos Chaves, por Tartufo
Mauro Soares, por Ifigênia em Áulis + Agamenon
Pablo Damian, por Mapa_

ATRIZ COADJUVANTE
Ariane Guerra, por Tartufo
Áurea Baptista, por Mulheres Pessegueiro
Gabriela Greco, por Hotel Fuck – num dia quente a maionese pode te matar
Larissa Tavares, por A bilha quebrada
Vika Schabbach, por Ifigênia em Áulis + Agamenon

ATOR
Daniel Colin, por Breves entrevistas com homens hediondos
Dênis Gosh, por Hotel Fuck – num dia quente a maionese pode te matar
Heinz Limaverde, por O fantástico circo-teatro de um homem só
Luis Franke, por A bilha quebrada
Rossendo Rodrigues, por Breves entrevistas com homens hediondos

ATRIZ
Cláudia Lewis, por A bilha quebrada
Francine Kliemann, por Mapa_
Larissa Sanguiné, por Hotel fuck – num dia quente a maionese pode te matar
Manoela Wunderlich, por Mapa_
Vanessa Garcia, por A mulher sem pecado

DRAMATURGIA
Daniel Colin, Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático e Rossendo Rodrigues por Breves entrevistas com homens hediondos
Diones Camargo, por Hotel Fuck – num dia quente a maionese pode te matar
Patrícia Fagundes e Heinz Limaverde, por O fantástico circo-teatro de um homem só
Paulo Balardim, por A tecelã
Diones Camargo e Tatiana Vinhais, por Mapa_

DIREÇÃO
Caco Coelho e Beto Russo, por A mulher sem pecado
Daniel Colin, Guadalupe Casal, Ricardo Zigomático e Rossendo Rodrigues por Breves entrevistas com homens hediondos
Jezebel de Carli, por Hotel Fuck - num dia quente a maionese pode te matar
Patrícia Fagundes, por O fantástico circo-teatro de um homem só
Paulo Balardim, por A tecelã

ESPETÁCULOS
A mulher sem pecado
A tecelã
Hotel Fuck - Num dia quente a maionese pode te matar
Mapa_
O fantástico circo-teatro de um homem só


terça-feira, 4 de outubro de 2011

"Daniel Colin veio pra ficar", por Luciano Alabarse*


"Não sou daqueles que se rasgam em elogios precipitados quando o assunto é trajetória teatral. Fernanda Montenegro tem razão ao dividir a carreira cênica em três grandes atos, o primeiro deles com mais ou menos dez anos de duração, tempo inicial onde alguém diz a que veio e se veio para ficar. O segundo, conforme Fernandona, é o espaço para consolidar seu nome dentro da profissão e, por fim, o último e mais duradouro dos três períodos, o de fazer o seu teatro com profundidade, serenidade e segurança. Muitos talentos surgem e desaparecem sem atingir a etapa dessa maturidade - porque o teatro é como um funil apertado testando os fortes, os de fé e vocação, aqueles que não desanimam. Todos sabemos que fazer teatro de verdade é uma pedreira – e não estou falando somente do Rio Grande do Sul. Em todos os lugares, inclusive com realidades econômicas diferentes, o processo é muito parecido.


Essa introdução é porque quero registrar a alegria de perceber que estamos, nós que já fazemos teatro há alguns anos, ganhando um grande companheiro de ribalta, a quem dedico a coluna de hoje: Daniel Colin. Coração e cérebro do grupo "Teatro Sarcaustico", Daniel se mostra ungido com o fogo sagrado dos grandes talentos, dos que serão lapidados pela própria experiência na carreira, dos que têm talento, humildade e disciplina quando o assunto é ouvir/assimilar/ crescer e amadurecer dentro do ofício. Fui ver seu último trabalho, "Breves Entrevistas com Homens Hediondos", logo depois da estréia do espetáculo e dois dias depois, em função do Porto Alegre em Cena, nos encontramos, e foi bonita e sincera a vontade dele de me ouvir sobre seu trabalho. Contei que só não queria parecer o Cláudio Heemann, de saudosa memória, que cada vez que me via, me elogiava e, ao mesmo tempo, me enchia de críticas, falando do meu talento desordenamente excessivo. Eu ouvia o Cláudio, com e sem paciência, pensando: ai, meu deus, que velho chato! (risos) Nada como um ano depois do outro. Hoje entendo bem melhor suas ponderações e, enfim, partilho de muitas de suas idéias - que antes me pareciam coisas de gente careta. Não eram. Por que escrevo sobre o Daniel e lembro o Cláudio? Porque com o seu inegável talento, Daniel, muitas vezes, me parece um cavalo selvagem, solto e reluzente na pradaria, sem admitir rédeas. Ele será o seu melhor domador, tenho certeza, e vai conduzir sua criação artística para o rumo que quiser.
Voltando à montagem: a peça é um soco no rim, daquelas que eu gosto e procuro no teatro. Adaptada a partir dos contos de David Foster Wallace, o primeiro mérito da encenação é esse, o de oferecer um texto inteligente, contundente e desafiador ao público. Um dos mais brilhantes nomes da literatura americana, companheiro de geração de Jonathan Franzen, Wallace se suicidou em 2008 e deixou um buraco semelhante ao causado, no Brasil, quando do suicídio de Torquato Neto. Inteligentes demais, sensíveis demais, furiosos demais, ambos cansaram e partiram. Ainda bem que suas obras ficaram.
Junto com Daniel, estão em cena, Rossendo Rodrigues, Guadalupe Casal e Ricardo Zigomático, jovens parceiros dessa empreitada teatral bem-sucedida. O grupo estreou a peça no Teatro de Arena e as dimensões do teatro, para mim, por vezes, oprimem a concepção do espetáculo - que pediria um teatro maior, para respirar mais e melhor.
Composto por cenas de contos diferentes, todos se revezam nas funções de direção e atuação, revelando um inventário de atrocidades comportamentais contemporâneas. Fragmentado, o espetáculo vai num crescendo e atinge, em sua última cena, um patamar de extraordinária eficácia teatral. Ali, já esgotados o uso vertiginoso do espaço, Daniel está sozinho. Ele, ou seja, um ator (e que extraordinário ator, meu Deus!), um texto perturbador e nós, o público. O quanto basta, e tão raro, para que o milagre do teatro aconteça em sua plenitude. Saí boquiaberto pela noite gelada, tão mexido que sonhei com o texto, um sonho-pesadelo devastador. Acordei às quatro da manhã, furioso com o Daniel por perturbar meu rico sono. Já contei isso pra ele, e é verdade. O impacto da sua interpretação, aliado aquele texto dúbio e feroz, invadiram minha noite e me comprovou, mais uma vez, que o melhor do teatro acontece quando a essência, para além do efeito, é o que é valorizado em cena.
Se você não viu, e gosta de teatro, não perca "Breves Entrevistas com Homens Hediondos" de jeito nenhum. Depois me diga se não tenho razão. Uma coisa é certa: Daniel Colin veio para ficar."


(*) Luciano Alabarse - Um dos mais renomados diretores teatrais do Rio Grande do Sul, Luciano Alabarse nasceu em Porto Alegre, em 1953 e entrou no curso de Licenciatura em Artes Cênicas, em 1972 quando errou o preenchimento do formulário para o vestibular na UFRGS, fato que conta às gargalhadas, creditando aos deuses do teatro sua "falha trágica". De lá para cá, montou os mais importantes autores da dramaturgia ocidental, entre eles Sófocles e Eurípedes. Sua primeira direção já antecipava seu caminho no palco: "O Canto do Cisne", de Tchecov. Em seu currículo, estão Luigi Pirandello, William Shakespeare e Eugene O´Neil. Ao lado de grandes clássicos mundialmente conhecidos, montou regularmente autores gaúchos, como Lya Luft (Reunião de Família), Caio Fernando Abreu (Pode ser que seja só o leiteiro lá fora) e João Gilberto Noll (Hotel Atlântico). Na música, lançou nomes como Adriana Calcanhotto e Nelson Coelho de Castro. Detentor de todos os prêmios importantes do teatro gaúcho, Luciano estreou em maio de 2011, "Ifigênia em Áulis + Agamenon", onde reuniu duas das mais importantes peças da tragédia grega.


Post completo no Jornal Usina do Porto, aqui.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Comentário de Antonio Hohlfeldt para "Breves Entrevistas com Homens Hediondos"

Necrópsia do contemporâneo


"Mescla de dramaturgo e diretor, Daniel Colin está sempre surpreendendo, provocando e produzindo admiração. É o caso deste inesperado e excitante Breves entrevistas com homens hediondos, baseado em livro homônimo do norte-americano David Foster Wallace. Wallace é causticamente mortal, e Colin, atuando como dramaturgista e depois diretor, procurou ser o mais fiel possível ao escritor. Para tanto, misturou teatro com cinema, buscando aquela mesma eventual veracidade que os textos do autor norte-americano tentam produzir no leitor. Guardadas as proporções, não sei quem funcionou melhor. O texto literário deve ser capaz de sugerir. O espetáculo cênico precisa mostrar, mas isso não significa que deve ser evidente. Daniel Colin conseguiu equilibrar-se nesta tensa corda estendida de um lado a outro do precipício: sua opção de linguagem cênica não lhe permitira titubeios: ou acertava, ou errava. Colin acertou, fazendo verdadeira necrópsia da contemporaneidade.

Durante cerca de duas horas, num teatro absolutamente lotado (era a última noite da temporada), ficamos presos aos diferentes personagens (derrotados) de um universo desestruturado, em que todos são, simultaneamente, carrascos e vítimas. A cenografia quebra qualquer expectativa de espetáculo desde o início: usa-se o filme em preto e branco, projetado em espaços perfurados e rompidos, através de cujos buracos as imagens fluem de um para outro plano. Depois, os personagens surgem ao vivo (ao vivo? Por vezes parecem fantasmas...) e, de certo modo, gritam/jogam/expelem seus textos, num jogo permanentemente destruidor. Há pouco espaço para a humanidade, ali, embora todos a busquem desesperadamente.

Colin vem insistindo numa reflexão sempre contundente em torno destes tempos que se dizem pós-modernos. Por isso mesmo, seus espetáculos são sempre inovadores. Recentemente - e isto pode ser visto neste Porto Alegre em Cena - ele falava em Michael Jackson - não só pelo cantor, mas para refletir sobre a massificação e o consumo alienante. Agora, volta-se para uma reflexão mais drástica sobre a alienação e a reificação. Na trilha do escritor por que optou, toca em temas complexos e polêmicos. Vai da ironia ao quase trágico. Mescla narrativas cinematográficas com encenações que ora parecem processos a que assistimos enquanto voyeurs, ora são apenas uma espécie de pesadelos que ganham corporeidade. O elenco, composto por três atores e uma atriz, é cuidadosamente dirigido e marcado, e cumpre rigorosamente suas marcas. O próprio Daniel Colin participa deste conjunto, e, aqui, surge mais um mérito seu: em geral, espetáculo escrito, dirigido e interpretado pela mesma figura resulta em confusão e frustração. Não é este o caso. Nas vezes em que o dramaturgo-diretor entra em cena, mantém-se o mesmo ritmo e a mesma perspectiva de espetáculo que nos demais momentos. No conjunto dos fragmentos, percebe-se claramente a unidade buscada e concretizada.

É provável que a própria proximidade física que o público tem com os intérpretes ajude na criação deste clima de sufocamento que marca todo o espetáculo. O que garante, uma vez mais, outro ponto para o grupo: cada espetáculo necessita de um determinado espaço cênico, coisa de que poucos diretores teatrais se apercebem. Daniel Colin soube escolher um espaço restrito e restritivo, bem ao contrário do que ocorreu no trabalho anterior, que ocorria em ampla localidade da Usina do Gasômetro, com deslocamentos constantes do público.

A se lamentar, apenas, não sei se por culpa do grupo ou da administração do Arena, o atraso de mais de 20 minutos no início do espetáculo, verdadeiro desrespeito com o público."


Post original no Jornal do Comércio aqui.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Breves comentários sobre as "Breves Entrevistas..." - Parte X

O último fim-de-semana da temporada foi sensacional! Como era de se esperar, o espetáculo foi encontrando novas possibilidades e os atores estavam muito mais "orgânico" em suas cenas/entrevistas. O resultado não poderia ter sido melhor: três apresentações impactantes, que tocaram o público de uma forma muito especial!



"@sarcaustico Obrigada pela experiencia inesquecível. Vocês são muito, muito foda." (Dedé Ribeiro, produtora cultural, via twitter)


"Tô aqui, me derramando em elogios no tuíter e no FB, porque o espetáculo é perfeito. Vou ficar muitos dias com isso tudo na cabeça. Que coisa... Obrigada mesmo." (Dedé Ribeiro, produtora cultural, via Facebook)


"Foi lindo. Entrega quase palpável de vcs." (Cristiane Marçal, via Facebook)


"Parabéns galera! Lindo, emocionante, forte!!! Vida longa ao Sarcáustico!!!" (Aline Zilli, atriz e produtora do Grupo Ueba Produtos Notáveis, via Facebook)


"Noite fria em Porto Alegre e o Teatro Sarcáustico fazendo valer a pena sair de casa! Breves Entrevistas Com Homens Hediondos, quem não foi perdeu. (...) eu só queria dizer que eu vejo todo teu amor pelo que tu faz quando tu está em cena. grata pela tua existência como profissional da área de teatro. espero sempre conseguir ver os trabalhos do Teatro Sarcáustico e que esse viva por muitos anos!!!" (Cristiane Barbot, para Daniel Colin, via Facebook)


"Daniel. Fui ver sua peça ontem e gostaria de te deixar um parabéns gigantesco... Estamos precisando de mais originalidade e beleza no meio artístico e sem sombra de dúvidas o BREVES ENTREVISTAS... Cumpre esse papel. Não quero me impor como crítico ou algum tipo de "entendido" ou "intelectual"... Estou te enviando esta mensagem por que não pude controlar essa inquietação que a peça me causou. Obrigado pela noite maravilhosa que você e todo o grupo que se apresentou me proporcionaram. Voltei pra casa com um sorriso de orelha a orelha." (Fernando Bassani, via Facebook)


"Muito emocionante! Já aguardo o próximo! Parabéns!" (Nátali Caterina Karro, via Facebook)


"um turbilhão de sensações, angustia, constrangimento, medo, alegria ... muito louco, muito bom, muito sarcáustico! parabens!" (Silvana Ferreira, atriz, via Facebook)


"BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS É TEATRO SARCÁUSTICO MESMO. Mais uma vez assistimos A QUE VIERAM. Saimos todos mexidos do Teatro de Arena. ...pensando....o que vemos e onde nos reconhecemos nisso tudo. Enfim, não deixe de passar por essa experiência." (Gisele Cecchini, atriz, vi Facebook)


"Querida Guada e amigos do Teatro Sarcáustico: mais uma vez, parabéns pelo belo espetáculo! Quando vejo arte, vou para casa feliz. Ontem pude vir para casa feliz! Beijos pra vocês." (Desirée Pessoa, atriz e fundadora do NEELIC, via Facebook)


"Assisti Breves Entrevistas de Homens Hediondos ontem, no Teatro de Arena, no seu último dia desta temporada. Teve um atraso chato de pelo menos 10min - são adeptos do estranho hábito de não abrir o teatro antes para que a apresentação comece na hora - e os textos e atuações que se seguiram foram excelentes! Creio que foi a peça que mais mexeu comigo nos últimos tempos. O nome Sarcáustico está se consolidando como sinônimo de espetáculos de alta qualidade (assisti Wonderland duas vezes e estou com o ingresso para a sua apresentação no Porto Alegre em Cena).Mesmo sendo feita de pedaços avulsos e sem uma construção de enredo e seqüência dramática, algumas das histórias (as entrevistas) são muito contundentes. Não fui o único a me emocionar. Saí e fui andando 4Km até em casa, digerindo palavras e sentimentos. Entra no rol das peças mais fortes do meu último biênio, no qual incluo In On It, O Dragão (da Amok), e com alguma conexão por ora indefinida com o ótimo Clube do Fracasso." (Jener Gomes, publicitário e artista visual, via Facebook)


"Breves Entrevistas com Homens Hediondos. eles vão cortando a nossa pele, tirando nossas entranhas pra fora e dizendo: come, são tuas! EXCELENTE trabalho do Teatro Sarcáustico, Hoje último dia!" (Marina Mendo, atriz, via Facebook)

domingo, 28 de agosto de 2011

ÚLTIMO DIA DE "BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS"

Vai perder essa? Depois, só em 2012...
Prepare o seu domingo para assistir ao espetáculo mais comentado da temporada...
Duvida? Então clica aqui.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Breves comentários sobre as "Breves Entrevistas..." - Parte IX

"A união perfeita da teoria, estudo, pesquisa com a prática teatral. Foi a primeira coisa que me veio a mente após assistir esse novo espetáculo do Sarcáustico.
Jovens atores e profissionais que utilizam o que aprenderam no DAD, o que aprenderam também por iniciativa própria e o que estão estudando agora (pois isso nunca para), aliado ao talento para conduzir toda essa teoria, estudo, pesquisa, entrega, ensaios, a quem é o “alvo” principal: O público. (...)
Perguntei de cantinho no facebook para o Colin, se eles tinham utilizado o viewpoints (Quer saber do que se trata leitor? Pesquise ora bolas! Kkk) como uma das ferramentas no estudo, visto pelos momentos de interatividade, personagens chamando quem contracenava com eles pelo nome próprio do ator, indicações de término/início de cena com tapas, toques, preparações, quebras, desmanchando interpretações, atores junto com o público fazendo “ola” e etc.
Colin disse que não especificamente, mas como trabalham com isso faz tempo, ficou “entranhado” na forma do grupo ser e criar.
No palco: Ringue de luta livre, (mas pode também ser prisão, animais em jaulas) grades, garrafas de cerveja, vídeo, interatividade até com os técnicos que também vestiam-se a caráter, ou seja, o planejamento materializado e bem visível a todos.
Eu não me choquei em nenhum momento, nem pelas atuações, tampouco pelo texto, nesse “submundo” do autor e de seus personagens, compreendi sua poesia, seus versos cruéis, entendi suas intenções e achei extremamente identificáveis e de fácil assimilação para qualquer tipo de público. Nenhuma cena ali senti como cena mais visceral, forte e tal, nenhum momento que me provocasse a repulsa, e sim a compreensão do que se passava. A justificativa para cada atitude, movimento, tudo na minha visão na medida certa. Vi cenas belíssimas como a dança de Rossendo Rodrigues e Guadalupe Casal, ele falando inglês, ela espanhol. O ótimo início com o mesmo Rossendo em “Como conseguir uma xoxota em 5 estágios” e vi novamente o texto forte sim, e entendo e concordo com as palavras do personagem interpretado muito bem por Daniel Colin no final do espetáculo.
Eu vi, senti e entendi acima de tudo ali: Arte Cênica em seu todo. Meu aplauso, agora com as palavras aos atores/diretores: Daniel Colin/Rossendo Rodrigues/Guadalupe Casal e Ricardo Zigomático. (E a todos os demais colaboradores).
Antes de dispararem suas “metralhadoras de palmas” em direção aos “hediondos” no final, o público o fez com os olhos, com as expressões de acordo com tudo o que estavam vendo e sentindo.
Na última capa do programa vem escrito:TEATRO DE ARENA, a vida é feita de Atos! Não teria frase melhor para encerrá-lo pois graças a esse ato, temos esse espetáculo ao nosso alcance, graças ao ato do Sarcáustico de se desafiar, temos BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS.
Atos, realizações, o Teatro Gaúcho/Brasileiro/Mundial (estréia mundial) agradece!" (Luis Carlos Pretto, ator e diretor, via blog)


Para ler todo o post do Pretto, clica aqui.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Breves comentários sobre as "Breves Entrevistas..." - Parte VIII


"(...) Se em Wonderland a espetacularização era quase carnavalesca, até pelo espaço cênico estilo passarela, em Breves entrevistas... o espaço mínimo do Teatro de Arena induz à introspecção, à contenção. Em Wonderland havia o brilho cegante da luz, em Breves entrevistas..., a sombra. Em um espetáculo de 2 horas de duração, é difícil manter o alto nível de interesse, e isso acontece no novo espetáculo. Há momentos de baixa, que felizmente é logo superada pela qualidade e entrega dos atores, e através das soluções simples mas eficientes. Se fosse colocar em apenas uma frase, diria que o Sarcáustico é um grupo que não tem medo de errar, é um coletivo de jovens com ideias interessantes sobre teatro, e que parecem saber colocar esse mundo caótico em que vivemos sobre o palco. É claro que Daniel Colin tem muita responsabilidade sobre o que se viu, sendo ele uma espécie de agregador talentoso, com uma vasta cultura pop (principalmente) e muito antenado ao mundo contemporâneo. Mas a cena emblemática da encenação, em minha opinião, é a primeira, de Johnny Bracinho, interpretada por Rossendo Rodrigues sob a direção de Daniel. Não por ser apenas chocante em sua sinceridade e ironia, mas pelo trabalho de Rossendo, que realmente dá um show. Ricardo Zigomático e Guadalupe Casal completam o elenco, com trabalhos igualmente intensos e de entrega inequívoca. (Atenção para o Ricardo, muito promissor como encenador). O jorro de palavras que se vê sobre o palco confirma aquilo que alguns insistem em negar: que dizer bem um texto é indispensável; e que ação física não é apenas acrobacia e marcações dinâmicas, mas falar, também. E o Teatro Sarcáustico confirma sua posição como um dos grupos mais importantes de Porto Alegre." (Marcelo Adams, ator, diretor e professor da UERGS, via blog Impressões Digitais)


Para ler todo o comentário do Marcelo, clica aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Breves comentários sobre as "Breves Entrevistas..." - Parte VII


"MESTRES do Teatro Sarcáustico me fizeram ter um ótimo final de domingo com Breves Entrevistas com Homens Hediondos ! ! ! Altamente recomendo! Se você não foi conferir, está chupando todas balas do pacote!" (Pedro Gutierres, artista plástico e designer gráfico, via Facebook)


"O Teatro Sarcáustico sempre deixa a gente meio fodido emocionalmente depois das suas peças. Ser humano é uma decisão consciente, que precisa ser decidida a cada a situação, todos os dias. Se não a tomarmos, seguiremos sendo coisas e tratando assim tudo que cruza nosso caminho. Mandaram muito bem de novo, pessoal! Parabéns!" (Igor Symanski Rey Gil, integrante de banda Rocartê, via Facebook)


"Che, 'Entrevistas com homens hediondos' mais que recomendada. Que peça...!! Teatro Sarcáustico, como de praxe, faz a gente querer ficar na plateia... tudo de bom pro sábado frio na capital da província." (Madhu Milena Do Carmo, socióloga, via Facebook)


"Cheguei em casa extasiado com o espetáculo MARAVILHOSO: "BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS". Do Teatro Sarcáustico. Daniel Colin, Rossendo Rodrigues, Guadalupe Casal e Ricardo Zigomático arrasaram... Lindo trabalho dessa galera extremamente talentosa. Parabéns..." (Rafael Mentges, ator, via Facebook)


"lindo trabalho, adorei a pesquisa, adorei a entrega, adorei a memória, a técnica, os atores, a dança inglês/espanhol, que já é um espetáculo, vocês bebem cerveja mesmo? mijo não é ,né? brincadeirinha... tem material prá vários... me deu prazer, me deu tesão, me deu crítica, me deu coceira, me deu idéias, me deu fome, me deu sede, me deu vontade, muita vontade, de entrar na roda, tornar-se parte, pronto prá luta, pronto prô abate. parabéns Sarcáusticos, parabéns Colin. (...) amigos do face, amigos do teatro, amigos faceiros, amigos espirituais, amigos racionais: recomendo assistir breves entrevistas com homens hediondos." (Jaime Ratinecas, ator e produtor de elenco, via Facebook)


"Eu também recomendo" (Gisela Habeyche, atriz e professora do DAD/UFRGS, via Facebook)


"genial, absolutamente genial! adoro" (Zé Adão Barbosa, ator e professor de teatro, via Facebook)


"Eu sou completamente apaixonada por esse trabalho!" (Adriane Mottola, atriz e diretora da Cia. Stravaganza, via depoimento oral em 22 de agosto de 2011).

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Breves comentários sobre as "Breves Entrevistas..." - Parte VI







Tensão e pressão


"Saí de Brasília já programada pra assistir Breves Entrevistas com Homens Hediondos, acompanhei pelo facebook, os comentários, a divulgação, digamos que me preparei pra receber o espetáculo, sabia que era composto de textos fortes e boas atuações. Pois bem, me levei ao teatro e mais algumas pessoas comigo. O teatro de arena é uma pérola na história do teatro em Porto Alegre, lugar de resistência, ainda hoje e ainda bem, que comporta projetos de pesquisas de grupos competentes e criativos. Na chegada, pessoas queridíssimas, aconchego entre abraços e encontros: Lisiane, Cassiano, Paulo, Casemiro (eu conheci o Case criança... ah o tempo passa, as crianças crescem, eis a vida). Adentro ao teatro. Sento na primeira fila, que estava vazia. Sim e por que não? Ficar próximo aos atores, quase dentro, quase desprotegida, muito curiosa de tudo. Adentro o espetáculo. Ruídos, odores, a vontade de sentar no chão, pegar uma daquelas cervejas, me lambuzar e me perder naquele subterrâneo visceral... ah Johnny Bracinho e os risos nervosos da platéia. A pouca luz, o tom esverdeado que me levou ao limo daquele buraco, e chamo de buraco porque em mim se abriu um, fundo, úmido, estranho. É incrível como a arte pode nos levar a tantos lugares subjetivos e tão concretos nas imagens construídas que criamos, entender esse mistério dos sentimentos entranhados em nossa psique e mais, nesse processo complexo abrimos a caixa de pandora e os demônios saem dançantes pelo espaço, espaço tantas vezes familiar, porém novos em cada olhar. Para tanto, é preciso entrega, e a entrega vem de mãos dadas com a crítica, e os pontos de interrogação que também dançam de “parzinhos” nessa atmosfera do entendimento... aff, me segure! Eu me entrego! Ah, não me veja, vestido de bolinhas, ah não me fale de homens, estou com o meu amor ao meu lado, ah não me entregue, não me desnude, ai que medo, ah ta bom, eu me rendo! Agora, por favor, tire esse frio da minha barriga! Meu riso sai envergonhado, eu transbordo e derreto naquele banco vermelho, eu amo, eu odeio, eu me misturo, vocês me agarram, eu danço junto, eu esbofeteio, sou esbofeteada. Pra que me fazer rir do ridículo previsível das relações? Cadê o texto do Daniel Colin, ah é agora, vamos ver... eu morri! Por que fazer isto comigo? Sua face de dor, provoca meu choro. Saio embebecida daquela experiência. É o primeiro trabalho do grupo que assisto. Eu fiquei tocada com a disposição do elenco, atores tão jovens e tão fortes, tão cheios de si, a força que emerge do corpo que faz de um ator uma estrela brilhante, a força do texto, a força de equipe. Eu chorei porque me emocionou todo este contexto, porque amo o teatro, porque sinto falta, porque sei que este precisa de muita crença, muita entrega de ser e trabalho. Porque é lindo nosso ofício, desgastante, catártico, mágico, possível.Tive alguns momentos de brigas. Não entendi as projeções, mas aceitei e ressignifiquei a fragmentação dessa da imagem, quase uma desconstrução, uma deformação. Acho que nessa era, nunca fomos tão visuais e fragmentados, também por isso essa vontade de apropriação de recursos como o vídeo pra somar ao universo teatro que é visual, instantâneo e que ainda temos tanto a explorar, mas enfim, também penso que, nem tudo precisa ser esclarecido, respondido, cabe a cada um, deixar-se tocar ou não. Parabéns Sarcáusticos! Vida longa! Merda! Se sabemos alguma coisa de merda é a merda que produzimos. É de dentro! É legítima! Muita Merda pra vocês!" (Janaína Mello, atriz, produtora cultural e assessora de imprensa, via email)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Breves comentários sobre as "Breves Entrevistas..." - Parte V


"Teatro Sarcáustico..... quando a gente pensa que, depois de Wonderland, nada mais nos surpreenderia... vem 'Breves entrevistas com homens hediondos'... Se você quiser ver algo que não lhe toque nem lhe faça pensar, que seja vazio e só te faça rir sem consequência....se você pertence ao grupo de pessoas que acha que a vida deve ser disfarçada e não revelada...NÃO VÁ VER ESTE ESPETÁCULO! Queridos Sarcáusticos: Proíbo-os de pararem de fazer trabalhos que auxiliam a Humanidade..." (Carlos Azevedo, ator e iluminador, via Facebook)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CONVITE: Bate-papo com alguns dos melhores diretores teatrais da nova geração gaúcha!

O Grupo TEATRO SARCÁUSTICO quer convidar a todos para participarem de um bate-papo informal com alguns dos mais novos diretores de teatro de Porto Alegre.
A ideia é conversarmos sobre como a nova geração teatral gaúcha enxerga o teatro contemporâneo na cidade, no estado, no país.
Venha trazer suas ideias e debater conosco e com nossos ilustres convidados!


"Breves Debates: Novas perspectivas para a direção teatral gaúcha",

com a participação dos diretores
João Pedro Madureira ("Agora eu era", "Parasitas" e "Cara a Tapa"),
Júlia Ludwig ("Descrição de uma Imagem" e "Projeto Picasso"),
Tainah Dadda ("Desvario" e "Sobre Saltos de Scarpin")
e Tatiana Vinhais ("O Mapa" e " Peru, NY").

Dia 18/08/2011 (quinta), às 20h, no Teatro de Arena.

Entrada Franca!

*Este evento integra a programação do Projeto "Breves Entrevistas com Homens Hediondos"
do grupo Teatro Sarcáustico (Porto Alegre/RS).
"Cara a Tapa", direção de João Pedro Madureira


"Peru, NY", direção de Tatiana Vinhais e Ian Ramil


"Descrição de uma imagem", direção de Júlia Ludwig


"Sobre Saltos de Scarpin", direção de Tainah Dadda

Leia também!

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