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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Companhia Rústica retorna com duas ótimas peças em Abril, anote na agenda!!!



A Cia Rústica apresenta suas duas últimas elogiadas e premiadas montagens, O Fantástico Circo-Teatro de Um Homem Só e Clube do Fracasso (foto) , em brevíssima temporada.  

O Fantástico Circo é uma comédia poética que inspira-se no universo do circo-teatro brasileiro, transitando entre a memória e o instante da cena. No palco-picadeiro, Heinz Limaverde revisita vários tipos do imaginário circense, como a mulher-barbada, o mágico, a vedete, o palhaço; além de expor sua própria persona. Com financiamento do Fumproarte, o espetáculo foi indicado em todas as categorias possíveis no Prêmio Açorianos 2011, sendo contemplado nas categorias de Melhor Direção e Melhor Figurino.
 www.ofantasticocircoteatro.wordpress.com
 
O FANTÁSTICO CIRCO TEATRO DE UM HOMEM SÓ
13 a 22 de abril
Sextas e Sábados às 21h, domingos às 20h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 
Clube do Fracasso lança  um olhar festivo sobre o erro e a fragilidade humana: somos bastante imperfeitos, mas talvez na imperfeição resida nossa salvação. Uma comédia irreverente que incorpora música ao vivo, vídeos e depoimentos pessoais na criação da cena como um estado de encontro.  Contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz 2009, recebeu o Prêmio Açorianos 2010 de Melhor Dramaturgia e Troféu RBS de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular. 
 www.clubedofracasso.wordpress.com
 
CLUBE DO FRACASSO
27 a 29 de abril
Sextas e Sábados às 21h, domingos às 20h
Teatro de Câmara Túlio Piva
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011: Os Melhores no Teatro em Porto Alegre, por Daniel Colin

2011 foi um ano muito prolífero para Porto Alegre e para o Teatro Sarcáustico, especificamente. Estreamos um espetáculo muito mais simples que nosso anterior ("Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá"), mas nem por isso, menos profundo: "Breves Entrevistas com Homens Hediondos" marcou a primeira montagem da obra de David Foster Wallace no Brasil e gerou diversas discussões acerca da obra polêmica deste autor norteamericano. Além disso, fomos eleitos o Melhor Espetáculo e Melhor Direção no Porto Alegre em Cena (Prêmio Braskem) por "Wonderland..." e participamos com o mesmo espetáculo-evento do Caxias em Cena.
Já Porto Alegre, recebeu as presenças mais do que ilustres de Pina Bausch, Ariane Mnouchkine, Peter Brook, Alan Platel e Bob Wilson na programação do Porto Alegre em Cena.
Tendo em vista tanta coisa boa que foi vista em 2011, deixo registrado abaixo, os espetáculos que mais fizeram minha cabeça nesse ano!


* BREVES ENTREVISTAS COM HOMENS HEDIONDOS (Teatro Sarcáustico/RS): Dirigido por 4 pessoas diferentes, a peça é um mosaico de histórias mordaz e potente, no qual o elenco defende o discurso de David Foster Wallace num verdadeiro tour de force. Antonio Hohlfeldt escreveu que o espetáculo faz uma necrópsia do contemporâneo. Apesar de tudo, foi ignorado pelo Prêmio Açorianos de Teatro...




* HOTEL FUCK - NUM DIA QUENTE A MAIONESE PODE TE MATAR (Santa Estação/RS): Apesar de possuir uma narrativa por muitas vezes superficial, "Hotel Fuck" é, sem sombra de dúvida, o espetáculo mais impactante do ano em Porto Alegre, com uma linguagem apurada e propostas cênicas extremamente criativas. Larissa Sanguiné, Gabriela Greco e Denis Gosch sobressaem em um elenco bastante forte. A dramaturgia de Diones Camargo é, mais uma vez, irônica e muito bem elaborada!
Apesar de tudo, foi menosprezado pelo Prêmio Açorianos de Teatro, já que não levou NENHUM dos 10 Troféus aos quais concorria (sendo que era favorito em vários deles)...




* LES NAUFRAGÉS DU FOL ESPOIR (Théâtre du Soleil/França): O encerramento do Porto Alegre em Cena não poderia ser mais poderoso com a presença deste que é um dos maiores grupos de teatro do mundo! Ariane Mnouchkine dirige um espetáculo absolutamente teatral, mesmo em meio a técnicas de cinema mudo. O elenco é simplesmente arrebatador, sobretudo Eve Doe-Bruce, interpretando Félix Courage. Apesar de cansativo e menos impactante do que "Les Epheméres" (que vimos há alguns anos), "Les Naufragés du Fol Espoir" foi um espetáculo obrigatório!




* VIÚVAS - PERFORMANCE SOBRE A AUSÊNCIA (Ói Nóis Aqui Traveiz/RS): Espetáculo-evento que nos conduziu de barco até a Ilha do Presídio para nos depararmos, sobretudo, com uma performance dilacerante de Tania Farias, com certeza, uma das melhores atrizes que temos no estado, talvez do país. Se por um lado deixa a sensação de fórmula repetida já usada pelo Ói Nóis, por outro "Viúvas" carrega em seu âmago a vivacidade de um elenco jovem querendo discursar com muita propriedade e vontade.




* A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP (Bob Wilson/EUA&Itália): Visualmente desolador e sonoramente destruidor. Uma hecatombe artística proposta por Bob Wilson. Genial!




* O FANTÁSTICO CIRCO-TEATRO DE UM HOMEM SÓ (Cia. Rústica/RS): Heinz Limaverde mais uma vez mostra o quão enorme é a sua capacidade de nos comover, grande ator que é! Direção delicada de Patrícia Fagundes. Lindo, lindo, lindo, lindo, pega a freeway e vai de tão lindo...




* FRAGMENTOS DO DESEJO (Compagnie Dos à Deux/França): Diversas vezes brega e previsível, o novo trabalho da Dos à Deux não chega nem perto do encantamento que foi "Saudade em Terras D'água", mas nos faz relembrar a importância do trabalho técnico dos atores em um espetáculo. Por isso mesmo, os atores são estonteantes! A cena do alongamento do velho feito pela empregada é sensacional!




* TEN-CHI (Pina Bausch/Alemanha): Cai a neve e seguimos até hoje dançando com Pina Bausch e seus bailarinos inesquecíveis...





E você?? Lembra de algum outro espetáculo que tenha feito sua cabeça????



sábado, 11 de junho de 2011

Mais comentários sobre Wonderland

Agradecemos desde já a todos aqueles que, carinhosamente, nos enviam mensagens calorosas sobre o nosso trabalho. Abaixo, alguns comentário recebidos - ou coletados! - via Facebook.


"Eu fui semana passada, gostei muuuito de uma certa ousadia corporal e discurso do corpo!!! Grande corpo, pequeno corpo, corpo magro, minguado, gordo... as vezes infantil, as vezes sexy, perverso...Vale a pena! É frio na usina a noite, agasa-lhe se bem e deixe-se esquentar pela proposta do Teatro Sarcáustico!" Suzi Weber - Profª Dra. do DAD/UFRGS, atriz e bailarina


"Uma peça adulta, madura e visívelmente resultado de muito trabalho e profissionalismo do Teatro Sarcáustico. Parabéns pessoal! Nos meus 30 anos de vida poucas vezes vi tamanho comprometimento e seriedade! Lindo trabalho! Vocês são um orgulho para o teatro gaúcho!" Renata Santayana (MBA Marketing)


"Nossa! Wonderland dá pano pra manga! Daria pra falar horas sobre. Uma loucura, um sonho, pesadelo... e mto triste. Mas ri mto, entende? rs (...) Vou pra cama sonhar com o coelho e o chapeleiro maluco, sem dúvidas!" Betha Medeiros - Mestre em Artes Cênicas (PPGAC-UFRGS) e atriz, vencedora dos Prêmios Tibicuera e Quero-Quero


"Que maravilha!!!! Ri muito, me emocionei, gostei pra caralho!!! Parabéns pelo belo espetáculo...o melhor é vê o povo em cena com uma energia ótima...afim de fazer acontecer!!! Figurino, trilha, maquiagem, luz, direção, grupo...Tudo muito bom!!! Obrigado por ser platéia...vontade de tá em cena junto!!!" Heinz Limaverde - ator, vencedor dos Prêmios Açorianos, Tibicuera e Braskem


"Faço minhas as palavras do Heinz! Um caleidoscópio de emoções fortes, adorei! E ainda tudo isso (figurino, trilha, etc etc...) a serviço de uma dramaturgia que tem o que dizer. Fiquei não só maravilhada, como também tocada. (...) A cena da disputa era dez! Mas cheguei até a chorar naquela outra que vocês sabem bem..." Laura Backes - Mestre em Artes Cênicas (PPGAC-UFRGS), atriz e professora


"Parabéns pela peça!! Se nota uma trabalheira do cão! Todos estão de parabéns!!!!" Camila Bauer - Profª Dra. do DAD/UFRGS e diretora


"Wonderland - mega espetáculo! Abraço pra toda equipe que tá de parabéns!!!" Lisandro Bellotto - ator e mestrando em Artes Cênicas (PPGAC-UFRGS)


"Sensacional o espetáculo!!!! Adorei!!!!" Carla Gasperin - atriz


"Welcome,welcome,welcome...só faltava você!!!! Musiquinha na cabeça direto!!! WONDERLAND FOI TUDO E MAIS UM POUCO!MEGA PARABÉNS A TODOS!!! Até Paulo Autran na entrega do PREMIO..HAHAUAHA!dANI É pHODA!" Marcelo Crawshaw - ator


"me diverti muito, senti cada ironia, cada sutileza, cada dedo na cara, cada riso, e até meu constrangimento... mas foi muito lindo." Larissa Sanguiné - atriz, professora e diretora


"bárbaro, um dos melhores trabalhos que poa já viu!!!" Rodrigo Scalari - ator e mestrando em Artes (UNICAMP)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Daniel Colin por P.R.Berton

Em 2004, eu participei do elenco do espetáculo "Cloud Nine - Muito Prazer", com direção de Paulo Berton, ex-professor meu do DAD/UFRGS. Atualmente, Paulo está em exílio (como ele mesmo intitula) nos EUA, mas já está quase voltando pois acabou de defender a sua tese de doutorado.
Não sei se é o peso do exílio, mas o fato é que ele começou a publicar em seu blog uma série de posts que ele denominou de "BOAS MEMÓRIAS DO TEATRO GAÚCHO" e eis que o último, o de nº. 6, foi dedicado à minha pessoa. Eu, particularmente, fiquei muito feliz com as palavras do Paulo, porque, como ele mesmo disse, a gente raramente concorda em questões estéticas e profissionais, mas ainda assim respeitamos um o trabalho do outro. Além disso, foi demais que as boas memórias do Paulo conseguiram (re)alimentar as minhas boas memórias, criando uma rede de recordações preciosas. Valeu, P.R.!
Abaixo, as palavras do Paulo sobre este que vos escreve:


"Daniel Colin parece ser a nova sensação do teatro gaúcho. Nova? Nem tanto. Desde que atuava nos espetáculos do Depósito de Teatro, ele já dizia a que veio, e a partir de Gordos, ou Somewhere Beyond the Sea, de Nicky Silver, projeto dele de graduação em interpretação no DAD, o cara estourou pra celebridade. Naquele espetáculo, Daniel atuava e dirigia. O visual era impecavelmente minimalista, se limitando às cores verde e branca. A marcação era também calculada e geométrica, apesar da característica intencidade (!?) e vigor das performances. Principalmente da de Daniel. Agora, com o seu grupo teatral, o Sarcáustico, uma regularidade de produção saudável vem se repetindo, com peças como IntenCIDADE, Jogo da Memória, A Vida Sexual dos Macacos e recentemente, Wonderland. Todo mundo cansado de saber que por eu estar no exílio, perdi estes últimos. Mas isso não importa e não prejudica o que eu tenho a dizer desse ator que é um misto de Grotowski, Schechner e Macunaíma. Daniel é glorioso em cena. Se alguém se interessa por teatro físico (um termo imbecil por ser redundante), qualquer atuação de Daniel satisfaz, enchendo os olhos e a alma. Em Dr. QS, Quriosas Qomédias, dirigido pelo Roberto, um dos sacerdotes do teatro gaúcho (calma, vai chegar a vez dele aqui no blog), Daniel estava em todos os lugares do espaço cênico ao mesmo tempo. Tomado pelo espírito mercurial de Puck, ele rolava, escalava, gargalhava, suava e escorria. Com uma physique pra lá de felliniana, o que qualquer performer gostaria de ter, suas múltiplas personagens faziam misérias, sempre com um sorriso sarcástico (ops!) de lambuja. Entretanto, pra mim, Daniel vai estar sempre povoando as minhas boas lembranças como a dobradinha Clive/Cathy no já canônico texto de Caryl Churchill Cloud Nine, Muito Prazer...que eu dirigi em 2004. Antes de começar a babar mais um pouco, faço questão de revelar que ele tem uma ética fora do comum. Mesmo discordando de quase todas as minhas decisões em relação ao texto e a performance, Daniel respeitava e entendia o meu processo de criação. A prova disso era que em nenhum momento eu percebia qualquer dissonância entre a minha estética e o trabalho de ator dele. Quanto às criações de personagem na peça, puta que o pariu, estas sim merecem a posteridade. Clive era o senhor colonial britânico enrijecido, militarizado e eretômano. Cathy era uma menina londrina espoleta, inconsequente e imunda. Pular duma personagem pra outra, com tamanha habilidade, não é pra qualquer um. Em tempos de lástimas por ausências de nomes nas indicações dos prêmios para teatro em Porto Alegre, fica o registro do criminoso desprezo com um trabalho de criação duplo e inebriante. O Clive dele era bárbaro, mas Daniel - que me confessou que adorava fazer Cathy - num vestidinho verde e roxo, cruzando o palco com uma arminha de plástico, ou choramingando porque um outro menino roubou o sorvete dele são cenas que pra quem perdeu, uma lástima. Brinco com ele que por ter sido indicado não-sei-quantas-vezes-já-perdi-as-contas pros tais prêmios Açorianos e Tibicuera da Prefeitura de Porto Alegre, ele é a Sally Field gaúcha. Daniel, porém, prefere ser considerado a Katharine Hepburn dos pampas. Muito justo, pra esse santista exilado que só tem a contribuir pro enriquecimento e engrandecimento do teatro brasileiro."



***Prá quem quiser ler as outras BOAS MEMÓRIAS (no caso, os atores Marcelo Adams,
João de Ricardo, Tiago Real, Sandra Possani e Heinz Limaverde) ou conhecer melhor as elocubrações do P.R.Berton, clica no blog deste germano-gaúcho.

***PS para o P.R.: Queira saber que a tal da Cathy ainda aparece aqui na minha casa, com seu jeito mimado de ser... hehehehe

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Heinz Limaverde escreve sobre a 2ª Parada de Teatro

Posto aqui um email que recebi do próprio Heinz: um texto bem lúcido e que deveria gerar muita reflexão... Eu mesmo e os outros Sarcáusticos não comparecemos pois trabalhamos no dia 11, mas estávamos totalmente prontos prá participar no dia que infelizmente choveu. Então, vamos ler a impressão de alguém que esteve na Parada e vamos pensar acerca das proposições deste grande ator que é o Heinz Limaverde:



"Segunda Parada...Quase para...
Pode ser a impressão de alguém que cultiva grandes expectativas. Mas quando dobrei a esquina das ruas Érico Veríssimo com João Alfredo, no domingo, dez de abril, às 15h20min (acreditava que eu estava atrasado, devido a minha “montaria” demorada), antecipava encontrar uma multidão de artistas.

Artistas esses que dizem desejar ver salas e teatros lotados. Membros de uma classe teatral de uma cidade percebida em todo o país como uma das capitais mais desenvolvidas e envolvidas culturalmente. Impossível evitar minha decepção ao deparar-me com o número inexpressivo de pessoas no ponto de partida da II Parada de Teatro da Cidade de Porto Alegre. Sim, o Largo Zumbi dos Palmares (mais conhecido como largo da finada Epatur), estava constrangedoramente vazio.

Falo da minha expectativa por ter participado das reuniões e da alegria da primeira parada. Minha conclusão lógica era que, desta vez, na segunda edição, teríamos uma maior participação dos grupos, personalidades, estudantes, diretores, atores, produtores, professores, sobreviventes e empresários do ofício teatral.

Não é minha intenção (muito pelo contrário) desmerecer a iniciativa de um grupo disposto fazer acontecer algo legal. Lá estavam muitos alunos, não mais que cinco mestres, menos da metade dos grupos que dizem atuar nesta cidade, a gente do teatro de bonecos (sempre presente, apoiando) e alguns familiares.

Apesar da decepção, uma valiosa lição aprendida nesses meus 16 anos de teatro foi providencial: a plateia sempre merece nosso maior esforço e dedicação – seja ela formada por um, dois, 50 ou 200 expectadores. Da mesma forma, a Parada e os poucos presentes contavam com a entrega de cada um. E seguimos, conduzidos pela força maravilhosa e contagiante da Banda da Saldanha.

Ao fazer esse relato sobre o evento, pergunto: Onde estavam as pessoas que se beneficiam dos fundos como as leis de incentivo à cultura? Os agraciados do Fumproarte? Dos projetos da nacionais da Funarte? Onde estavam as personalidades que alegam fazer teatro “desde as cavernas” na nossa cidade?

Por que razão se ausentaram aqueles que aparecem quando concorrem a premiações? Talvez ocupados em um desses eventos “artísticos” promovidos por políticos e regados a discursos e coquetéis... (Muitos desses, não por coincidência, os mesmos que ocupam, anos a fio, cargos políticos que decidem o destino financeiro e artístico da classe!)
Ali estavam as pessoas que, de fato, se preocupam com o contexto. Com o cenário do fazer teatral em Porto Alegre. Mas esperava mais, projetava mais. Uma vez que festejávamos a II Parada de Teatro, com o apoio voluntário da iniciativa privada (SESC), a parceria de nossa prefeitura (que fez o possível e até copinhos com água do DMAE distribuiu), surpreendeu-me a ausência de gente que ocupa a Secretaria de Cultura no Governo Estadual.
Desculpo-me antecipadamente se por ventura estiver sendo injusto e equivocado. Mas o evento não teve o impacto necessário para uma classe que quer reivindicar crescimento em nossa cena teatral.
Será que vamos nos encontrar na terceira edição? Espero que abram-se as tais portas dos castelos e cavernas. E que, ao menos por uma tarde, durante algumas horas, um domingo por ano, a máscara de burocrata seja trocada pelo semblante do artista que ainda acredita que fazer teatro é relevante e vale à pena.
Heinz Limaverde

Ator"

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