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terça-feira, 21 de junho de 2011

Comentário de Mauricio Guzinski sobre Wonderland

Acabamos de receber um email extremamente afetuoso do Mauricio Gusinzki, no qual ele anexou um arquivo em que expressa suas impressões e percepções sobre a nossa Wonderland... Bem... Ficamos extremamente sensibilizados com as palavras do Guzinski, que enaltecem nosso trabalho e nos deixam orgulhosos da nossa pesquisa e do nosso resultado!
Abaixo as longas linhas de Guzinski (ele mesmo escreveu que o texto era tão longo quanto a peça... hehehe)




Wonderland - um verdadeiro mergulho na alma humana


Domingo, 12 de junho de 2011, 21h, Mezanino da Usina do Gasômetro. Entro de cabeça no espetáculo, desde a abertura, muito bem conduzida pelo próprio diretor/apresentador/ator (e que diretor/ator este Daniel Colin, no alto de suas pernas metálicas, tecnológicas!!! Fantástico! E são assim todas as suas participações que passam por um estupendo Macaco e um fabuloso Homem Elefante!); embarco, ali, conduzido pelo grupo, em minha própria viagem, na busca de conhecer/compreender o que Michael Jackson teria encontrado naquele território “das Maravilhas” – o showbizz norteamericano (sem dúvida, o maior do mundo). Com certeza, há muito para falar sobre a vida daquele menino – vítima de maus tratos e de prováveis abusos sexuais por parte do pai (homem que poderia figurar melhor em algum melodrama mexicano no papel de padastro, marido cafajeste de uma mãe, no mínimo, omissa) – Michael iniciou uma carreira meteórica, cantando e dançando, desde os 5 anos, elevou-se ao topo da fama, rapidamente, e caiu de lá algumas vezes até encontrar a morte numa overdose de Demerol, medicamento (a base de morfina) que o astro utilizava para aliviar as dores físicas (ou seriam as emocionais, as psíquicas, as da alma?), remédio que lhe serviu de tema para a música “Morphine” no álbum de 1993 – ano em que o menino (vítima de abuso), por sua vez (seguindo, quem sabe, o exemplo paterno) foi acusado, aos 35 anos, de abusar sexualmente de um garoto de 13. O que teve de fazer Michael Jackson para chegar, lá? Ao topo da colina árida da fama? Para que 41 de suas canções chegassem ao primeiro lugar nas paradas de sucesso, para que 750 milhões de cópias de seus hits fossem vendidos, no mundo inteiro? Teve de vender, como Fausto, a alma ao diabo? Como Dorian Gray, teria entregado o espírito para jamais envelhecer? Como Peter Pan, quis viajar para Neverland e, desta forma, não abandonar mais a infância? Meio mundo sabe que Michael Jackson viveu em uma excêntrica mansão: Neverland (de 1988 a 2005), decorada com estátuas de crianças, em uma eterna ciranda de pedra; carrinhos de sorvete; entre outras esquisitices (faziam parte do seu show!). Daniel Colin, a partir dessas referências, pós-moderna ou dramaticamente (como preferirem os acadêmicos de plantão), cruza a história pessoal de Michael Jackson à vida e à obra de Lewis Carol (que também “gostava de crianças [exceto meninos]”) autor de “Alice in the Wonderland” e “Trough the looking glass and what Alice found there”. Colin cunha as novas referências no próprio título de seu instigante espetáculo “Wonderland e o que Michael Jackson encontrou por lá”. A colorida colcha de retalhos traz desde uma engraçada fada Sininho (de Peter Pan) à divertidíssima cena do chá (de Alice) onde Michael enfrenta “A Crítica” (Daniel Colin), “A Vanguarda” (Ricardo Zigomático) e “A Academia” (Éder Ramos). O Michael dos Sarcáusticos persegue, ao longo do espetáculo, um frágil coelho de longas orelhas brancas. Cabe, aqui, um parêntese para falar um pouco da excelente produção do grupo: figurinos (Daniel Lion), maquiagem (Nikki Goulart), cenografia (Élcio Rossini), projeções (vídeo designer: Paula Pinheiro), coreografias (Diego Mac), iluminação (Carol Zimmer), trilha (Arthur de Faria), preparação vocal (Simone Rasslan), atuações (15 atores), direção de atores (Maico Silveira) e assistência de direção (Tainah Dadda), uma produção perfeita, excelentes trabalhos individuais e de uma equipe! A direção de Colin e a dramaturgia, dele e de Felipe Vieira Galisteo, são magníficos. Na minha opinião, o roteiro mereceria outro Prêmio Açorianos a somar-se aos outros quatro (Espetáculo, Direção, Figurinos e Produção) que o grupo mereceu e recebeu (esclareço que não assisti, ainda ao “Clube do Fracasso” de Patrícia Fagundes, o que pretendo fazer, em breve), entretanto, penso que, no mínimo, a criação de Colin e Galisteo [com os Sarcáusticos] fazia juz a um “prêmio especial” ou de “revelação em dramaturgia”). Bem, voltando à perseguição de Michael ao coelho de longas orelhas brancas (participação muito especial de Vitório Medeiros/Azevedo, duplamente contaminado pelo vírus do teatro): A desengonçada fragilidade do coelho, criado pelo jovem Vitório, remetia-me, direto, à criança ferida de Michael! E à minha! Quem era Michael? Quem sou eu? Nos estudos do eneagrama, mandala Sufi, difundida por Gurdjieff no Ocidente (pensador cuja autobiografia foi transformada por Peter Brook no filme homônimo “Encontro com homens notáveis”), uma espécie de ferramenta utilizada pelos dervixes (monges que, no Islã do Século VII, eram ascetas radicais, e se dedicam, até hoje, ao aprofundamento do Sufismo). Uma espécie de mapa que serve, entre outras coisas, para o autoconhecimento. Nesse sentido, o eneagrama apresenta nove tipos distintos de egos (e 27 subtipos); me encontrei, ali, no eneatipo quatro: o romântico trágico, o gênio incompreendido (ego muito comum entre os artistas, diga-se de passagem! Huahahaha!). Teria sido Jackson, “mais um” eneatipo quatro? Outra criança ferida... como a minha? Como a sua? Querendo provar ao mundo sua genialidade, em troca do amor negado pelo “pai/d/astro”? Como forma de safar-se de todo o tipo de abusos? Bem, tudo é possível entre emissor e receptor de signos. Para mim, a identificação foi direta. Nunca comprei qualquer disco de Michael Jackson (embora ainda tenha vontade de fazê-lo, volta e meia). Mas não resistia ao vê-lo dançar enquanto cantava. Ficava hipnotizado, ao vê-lo mover, eroticamente, sua pélvis com a mão sobre o sexo e gritar: “Wow!” (que inveja! Branca, entendam bem!). Ali, estávamos, eu e Michael (quem sabe, outros tantos!), atrás de nossas crianças, nossas essências perdidas... perdidas! Quem somos nós? Quem é você, Michael? Abusado? Abusador? Como não repetir o que nos foi transmitido? Não há quem não se espante ao confrontar a potência sexual do artista Jackson, no palco, à fragilidade assexuada de Michael, à pessoa do artista (um adulto que não quis crescer), na vida (visível em seus depoimentos e entrevistas). Eram, no mínimo, duas pessoas, totalmente opostas! Aparentemente, inconciliáveis. Esquizofrênicas. Demônio e anjo, no mesmo corpo. O menino negro de nariz batatudo que chegou, definitivamente, aos braços de Morpheu, antes dos 50, transfigurado em mulher branca de nariz afilado (um nariz de plástico!?! Quase sem ele!). Uma Diana Ross... branca! Talvez este fosse o projeto secreto de Michael: vingar-se definitivamente do pai! Como diz a personagem, na peça: “Não tenho mais o seu nariz, papai!” Nem sua cor! Quiçá, o seu sexo?! A metamorfose da personagem, sua crescente fragilização, é muito bem resolvida com a divisão do papel por quatro atores: Rodrigo Shalako, negro de cabelos black power (que acrescenta a primeira mancha de pancake branco à sua face, numa referência ao vitiligo do astro), Rossendo Rodrigues, Ricardo Zigomático e, por fim, significativamente, uma atriz: Tatiane Mielczarski (com o rosto completamente pintado de branco, lábios vermelhos e o mesmo par de óculos escuros, usado por todos). Quatro atores convictos e convincentes, a cada nova etapa da vida do Rei do Pop. Ri muito, durante a montagem. Gargalhei até, em inúmeros momentos. O espetáculo é leve, divertido. Muito divertido! E, ao mesmo tempo, forte! Intenso! Força e intensidade que só tenho visto em trabalhos de Grupo! De investigação, de experimentação coletiva! Conduzido pelos Sarcáusticos, ri com vontade (e isso é pouco comum, no meu próprio eneatipo e subtipo)... mas também chorei, copiosamente, ao som da canção “Smile” (“sorria”! Que ironia sarcáustica! Que cravos espetados na alma!), a música de Sir Charles Chaplin, cantada pela bela voz de Ursula Collischonn, após ter presenciado a nudez do terceiro Michael, no clímax da encenação, sendo bombardeada, inúmeras vezes, por baldes de água fria e, simultaneamente, pelas inquisidoras perguntas de um “deus julgador, acusador, inculpador” (e que bela imagem a da atriz Fernanda Marques [que também se sai muito bem como Madonna], emoldurada por um enorme balão de tecido) com seu questionamento insistente, insuportável: “Quem é você Michael? Quem é você Michael? Quem é você Michael? Um artista? Um pedófilo?” Chorei, sim, pela criança dele e pela minha; nascida um pouco antes de Michael (ele, em 58; eu, em 54). Por minha criança, sim! Que teve de engavetar o desejo de dançar (como Fred Astaire ou Gene Kelly!); de representar (como James Dean ou Marlon Brando!); o sonho de cantar, tocar piano, bandoneon, violino... ou fugir de meus pais para aventurar-me em um trapézio de circo!... Eu, seguramente, como todos os outros Billies Elliot da vida (aqueles que não encontraram apoio na família para sua realização! Afinal, dança, cinema, circo, música, ópera ou teatro não eram... (será que, agora, já “são”?!)... coisas para meninos (ou, ao menos, para meninas!?)! Cerca de 6,5 bilhões (a população da Terra, hoje!) de aspirantes a estrelas, a astros frustrados. Descobrindo-se apenas: pó das “verdadeiras” estrelas. Afinal, rei só um. Do pop: apenas Michael (nada para Prince [Cassiano Fraga, que tem outras ótimas aparições incluindo uma traveca “bem” abusada] ou Madonna como mostra a hilária disputa do hit parade, mostrada pelos Sarcáusticos; menos ainda para as nossas Sandies and Juniors (pretendentes a astros tupiniquins, também manipulados pela mídia e pelos pais!!!). O espetáculo dos Sarcáusticos é um verdadeiro arraso! Felizmente, não o vi antes da estréia do “Cabaré do Ivo”, que dirigi com o Grupo Experimental de Teatro da SMC (a partir de sete peças de Ivo Bender). Ou poderia ter inibido minha própria criação temendo nutrir-me de algumas influências coincidentes que, ao ter assistido ao espetáculo, percebo: os filmes musicais “Cabaret” e “All that jazz” de Bob Fosse, a ópera-rock “Tommy” filmada por Ken Russel e tantas outras obras de Hollywood, Bollywood e até mesmo do SBT (porque não?). Quase ao final, um susto: parece que o próprio diretor vai “melar” a encenação, interrompendo os aplausos do público (de pé!), com um discurso surrado sobre a importância de Michael Jackson. Nada disso: mais um truque! Outro “golpe de mestres” dos dramaturgos. Surge Lady Gaga, a mais nova sensação das paradas de sucesso. E tudo volta ao ponto de partida. O showbizz não pode parar! O espetáculo recomeça com a nova candidata ao título de Jackson: Rei/Rainha do Pop. E finaliza: “pra cima”, como tinha começado. Poucos artistas se lançaram à fogueira das vaidades (vaidade que não é só do mundinho artístico, não é?) com a volúpia que o fez Michael Jackson. Ele lançou-se às chamas como uma mariposa, fascinada pelo fogo. Mas o que nós podemos fazer? Para escapar do Julgamento de Deus?! Ou pior: do nosso próprio juízo? Quem sabe... se nos arriscarmos a responder (urgente!!!) às perguntas de Colin, Galisteo, Fosse, Russel, Burton, Gurdjieff, Brook, Trungpa, Reich, Jung, Artaud, Grotowski, Buda, Krishna, Cristo, Oxalá, Rumi, Shakespeare, Macbeth, Hamlet... possamos ultrapassar o risco de permanecer, inertes, assistindo (como a um noticiário de tevê) à Terra como se fosse (irremediável, irreversivelmente!) apenas este “escuro promontório, estéril, cheio de nuvens... de vapores pestilentos!!!” De onde viemos, mesmo? Para onde vamos? Quem somos nós, afinal? São perguntas que ficam na cabeça de quem assiste a este espetáculo. Isso é Teatro, pra mim. Teatro, com T maiúsculo! Aquele Teatro, como poucos, que me faz viajar, sentir, pensar! Bem maior, mais importante e mais profundo do que a biografia de Michael Jackson, tornou-se o mergulho na alma humana proposto por Colin, Galisteo e o Grupo Sarcáustico em “Wonderland”. O espetáculo não ficou restrito à teatralização da vida de um Rei do Pop. Partiu do particular para tornar-se universal. Merece ser visto no Brasil e no Mundo! Se você ainda não assistiu, não perca a oportunidade de estar entre os privilegiados 50 espectadores de cada sessão. Por favor, Sarcáusticos, voltem logo a cartaz! Aumentem o número de cadeiras! Ganharemos, cresceremos todos! Afinal, somos 6,5 bilhões sobre a face de nosso minúsculo planeta, a Terra. Gente que também merece “trabalhar sobre si mesmo”! Pessoal, não se assustem com as 3 horas de duração do espetáculo! Ao final, para conter tudo isso, elas até parecem poucas! Genial, Sarcáusticos! Wellcome! Willkommen! Bienvenue! To the Wonder/Never/Land! Agora, só falta você! Agora, só faltam vocês!

Mauricio Guzinski∗


(∗) Iniciou sua carreira como ator, em 1976. Foi Licenciado em Arte Dramática, em 1980, Bacharel em Direção Teatral (1981), Especialista em Teatro Contemporâneo (2001), pelo DAD/UFRGS. No final dos anos 80, iniciou sua pesquisa sobre Antropologia Teatral com Luís Otávio Burnier e o LUME/UNICAMP; continuou seus estudos na 10ª sessão (parte fechada e parte aberta) da International School of Theater Antropology (ISTA, Londrina, 1994); na sede do Odin Teatret (Holstebro, Dinamarca, 1995); na 12ª sessão da ISTA (Copenhagen, 1996). Em 2003, começou a investigar o método de trabalho corporal de Gabrielle Roth – a “prática dos 5 ritmos” (em Buenos Aires e, no mesmo ano, em Nova Iorque, diretamente com a autora). Desde 1985, integra o quadro de funcionários efetivos da Prefeitura de Porto Alegre (através de concurso público, no cargo de professor de teatro) e se dedica à realização de diversos projetos na área de Artes Cênicas da SMC. Coordena o Prêmio Carlos Carvalho (desde 1988) e o Prêmio Ivo Bender (lançado este ano), ambos dedicados à dramaturgia; criou a Usina do Trabalho do Ator (1992) e o Grupo Experimental de Teatro da SMC (2008), espaços voltados à experimentação de técnicas para atores.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Nova temporada de "Wonderland", o melhor espetáculo de 2010!


Depois de tanto nos questionarem quando seria a nova temporada do nosso "Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá", temos a grata satisfação de comunicar a todos que reapresentaremos o espetáculo no mezanino da Usina do Gasômetro, de 02 a 12 de junho (quintas a domingos). Serão apenas 8 sessões, com pouquíssimos lugares. Sugerimos que todos se se programem para conferir o Melhor Espetáculo de 2010, vencedor de 4 Prêmios Açorianos (Espetáculo, Direção, Figurino e Produção).
Aproveitamos para postar também uma parte da matéria escrita por Roger Lerina e Fabio Prikladnicki e publicada pela "Zero Hora" no dia 29/12/2010:

"Não faltaram grandes atrações internacionais e nacionais, muito menos bons espetáculos produzidos no Rio Grande do Sul: a temporada 2010 teve o melhor dos três mundos, em um ano prolífico para as artes cênicas. (...) Em meio à prolífica produção gaúcha, 'Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá' foi o grande destaque, confirmando o diretor Daniel Colin como um dos mais criativos do Estado. Misturando Alice, Peter Pan e Michael Jackson, a companhia Teatro Sarcáustico faz uma crítica à sociedade do espetáculo e satiriza até mesmo a cena teatral gaúcha, com uma dramaturgia deliciosamente anárquica"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Wonderland em primeira mão!

Rodrigo Shalako, Rossendo Rodrigues, Ricardo Zigomático e Tatiana Mielczarski, todos interpretando... bem, vocês já sabem quem...

Foto: Patrícia Dyonísio

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tatiana Mielczarski


"O que é um rosto? O meu... Uma máscara. De minha família... Uma sombra. Olhe pro meu rosto agora! Olhe bem pra isso, pai! Você consegue ver? Consegue reconhecer seu filho? Meu nariz não é mais igual ao seu, papai! Pode estar meio parecido com a de minha irmã, mas não é igual ao do papai, não é mesmo, mamãe? Mãe... Eu ainda posso confiar em você, mamãe? Resto de luz do que um dia fomos... Já os rostos na multidão se esfacelam no escuro. Uma massa obscura, distorcida por mil refletores. Vozes que gritam: I LOVE YOU! I LOVE SO MUCH! FOREVER! E mesmo assim eu não me reconheço quando me olho no espelho... E eu já não sei bem se as pessoas realmente gostam de mim ou não..."

Tatiana Mielczarski (Indic. Prêmio Açorianos de Melhor Atriz 2005),
como Michael Jackson

Foto: Helene Biehl

domingo, 15 de agosto de 2010

Performance no Laika: um arraso!


Bem, algumas pessoas já sabiam e até compareceram na festa Cast, que o Laika realizou na última sexta-feira. O resumo da história é que o Sarcáustico apresentou a
performance da música "They don't really care about us" e foi um puta sucesso: a galera gritava junto com o "Michael" e os aplausos foram acalorados.
Abaixo, algumas imagens (prá quem não foi poder curtir e lamentar ter perdido a festa...)







E, agora, abaixo, Ursula Collischonn já brincando de ser a Lady Gaga, personagem que interpretará no espetáculo "Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá"...



PS: Ah, todas as fotos foram tiradas por Helene Biehl.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Michael Jackson vs. Prince

Ensaios do "Wonderland..." a milhão, como vocês já devem saber. Texto quase finalizado. Para deixar todo mundo com mais curiosidade, segue abaixo um trechinho da cena em que Madonna e MJ se unem para derrotar Prince.


(Madonna acorda MJ)
Madonna – Michael. Michael.
MJ – Eu to morto, mamãe?
Madonna – Não. E eu não sou sua mãe.
MJ – E quem é você? Quem sou eu?
Madonna – Ora, quem é você, Michael?
MJ – Gostaria que Rainhas nunca fizessem perguntas. Leave me alone!
Madonna – Então deixe a rainha aqui te dizer: só existe espaço para um rei. E este é você, Michael.
MJ – Do quê você está falando?
Madonna – Estou falando de negócios. Estou falando de grana.
MJ - Dinheiro. Dinheiro. Minta por ele. Espione por ele. Mate por ele. Morra por ele. Money, Money, Money. Vocês não conhecem outra palavra?
Madonna – Não seja hipócrita. Isso é Wonderland! Isso é Show Business, baby! Este é seu mundo!
(MJ baixa a cabeça)
Madonna – Vamos. Faça uma pose.
MJ – Eu to cansado.
Madonna – Vamos. Faça o que eu mandar. Faça uma pose. Faça uma pose.
(MJ faz uma pose.)
Madonna - Nós somos todos iguais. Estamos num jogo e parece que você não sabe. Assuma o controle novamente, ou será destruído. Se você perde, eu também perco. Isso é uma engrenagem. É assim que as coisas funcionam. Você sabe disso melhor do que eu. Queria ser um garoto a vida inteira? Agora, tente ser um homem de verdade.
MJ – Como o Pinóquio?
Madonna - Se você mover a peça certa, eu ganho também. E quando a gente ganha... Xeque-mate!
MJ – Money. Money!
Madonna – Se a música estiver pulsando dentro de você, ela te dará uma nova vida. Você é um artista, um superstar! Sim! É isso que você é... Você sabe disso.
(MJ se levanta)
MJ – Por que você veio me salvar?
Madonna – Bobinho... (Pausa) Money!
(MJ ri.)
Madonna – Strike a pose!
MJ – Au!!! (Ele faz uma pose triunfal. E voltará à cena para encarar Prince.)

(Daniel Colin e Felipe Vieira de Galisteo)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Wonderland invadirá a festa Cast, no Laika!!!

Uma parceria bem legal entre o Laika e o Teatro Sarcáustico vai acontecer na festa Cast, especial Moonwalker X Mamma Mia. Vai rolar um Live Act, vídeos da nova peça e o lançamento de uma campanha bem legal, que é pra todo mundo se sentir um pouco em Wonderland. Então aguardamos vocês lá!!!!!!

sábado, 7 de agosto de 2010

Wonderland: Ensaios!!!


Fazia tempo que não escrevíamos nada sobre os ensaios do Wonderland e o Que M. Jackson Encontrou Por Lá, portanto aí vai. Primeiramente, começamos finalmente a ensaiar com o texto pronto (ufa), escrito pelos premiados integrantes do grupo Felipe Vieira de Galisteo e Daniel Colin, o qual, modéstia à parte, ficou muito bom. Em segundo lugar, estamos ensaiando no local onde a peça será encenada, no mezanino da Usina do Gasômetro. Abaixo, eis uma foto do espaço em questão:


É beeeem grande, não?
E em terceiro e último lugar, postamos algumas fotos do ensaio da cena de disputa de poder entre o Rei, a Rainha e o Príncipe do Pop: nosso mito M. Jackson, Madonna e Prince, interpretados, respectivamente, por Rossendo Rodrigues, Fernanda Marques e Rodrigo Marquez.


Ah, e não esqueçam: Wonderland e o Que M. Jackson Encontrou Por Lá estreia dia 16 de outubro (sábado), às 20 horas, no mezanino da Usina do Gasômetro!!!

Wonderland e o Que M. Jackson Encontrou Por Lá tem financiamento do FUMPROARTE (SMC-Porto Alegre) e apoio cultural do Projeto Usina das Artes.

sábado, 17 de julho de 2010

Wonderland na Usina Polifônica




Ontem, apresentamos o esboço da cena inicial do nosso novo espetáculo, "Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá", na Usina Polifônica e foi um arraso: recebemos muitos elogios e palavras carinhosas. Deu um super orgulho e a certeza de estarmos no caminho certo!
Além de nós, todos os outros grupos apresentaram-se tb! Preciso aqui registrar o trabalho solo do Chico Macalão, que estava muito engraçado com seu Isaías, e o "Fuck Drops" do Santa Estação, muito hilário também (eu, inclusive, só consigo pensar na Minnie empunhando aquela machadinha! huahauahua! Espetacular!).

Ilustrando este post, duas fotos do Kiran, o fotógrafo mais onipresente de Porto Alegre... hehehehe
Prá quem se interessar pelo trabalho do Kiran, acessa o picasa dele clicando aqui.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Michael Jackson


Ta: todo mundo já sabe que hoje, 25/6, completa-se um ano da morte de Michael Jackson; todos os canais de TV estão fazendo questão de nos lembrar disso.
Mas, como o Sarcáustico está mergulhado na vida do cara, graças às inúmeras obras que temos lido sobre ele para nosso espetáculo "Wonderland" que estreia em outubro, achamos que seria muito legal fazer aqui a nossa homenagem ao "Rei do Pop". Abaixo, algumas citações que nos tocaram escritas por J. R. Taraborrelli, em seu livro "Michael Jackson - A Magia e a Loucura":

"Quando assistiu (ao filme "O Homem Elefante") em seu cinema particular, chorou durante o filme inteiro, de tão emocionado. John Merrick, uma terrivelmente deformada aberração de circo, era um marginalizado numa busca aparentemente interminável por amor e aceitação - assim como ele mesmo - Michael - se acreditava ser" (p. 352).

"Quero que as pessoas vejam o meu verdadeiro eu. Não faço sexo com crianças. Não durmo em câmaras hiperbáricas, e não tenho ossos de elefante no corpo. Dizem tantas coisas sobre mim, e não faço ideia de onde elas vêm" (Michael Jackson, maio de 2003, prestes a lançar o documentário 'Michael Jackson's Private Home Movies', "esquecendo-se" de que muitas das fofocas mais famosas foram criadas por ele mesmo...) - (p. 356)

"Ao ouvir 'You Are Not Alone', a gente pensa quantas vezes Michael deve ter dito isso para si mesmo, nas suas épocas mais desesperadas e cheias de angústias - repetindo que 'tinha' apoio na vida, apoio de um poder superior ou mesmo de amigos e parentes, acreditasse ele nisso ou não" (p. 578).



terça-feira, 8 de junho de 2010

Estreia "Alejandro", novo clipe de Lady Gaga

Ai está o novo clipe de Lady Gaga, Alejandro, com um estética Dark/militar/religioso o vídeo me trouxe uma questão, Michel Jakson com seu Trhiller conta uma história com começo meio e fim, já Gaga em Alejandro conta uma história com total quebra de narrativa, seria o Clipe Pós Dramático? Confiram o vídeo:


terça-feira, 1 de junho de 2010

Performances in Wonderland

Hoje, nosso ensaio do "Welcome to Wonderland" foi bem importante para o nosso processo: fizemos apresentações individuais de performances solos; cada ator tinha uma tarefa e precisava preparar sua cena para ser executada nesta noite. Tivemos inclusive, uma ilustre plateia, vinda de vários lugares desse Brasil (hehehehehehe), além de outros artistas especialmente convidados para as performances (Sol Casal, Felipe Gonçales, Maíra Prates e Carol Zimmer - valeuzão!).
Abaixo, algumas fotos:








terça-feira, 2 de março de 2010

Michael Jackson se apaixona por Marilyn Monroe

A maioria dos que estão ligados no blog do Sarcáustico já deve ter percebido que nosso novo espetáculo, "Welcome to Wonderland", faz referências explícitas ao Rei do Pop, Michael Jackson.
Pois bem, ontem assisti ao filme Mr. Lonely (não sei como ficou o título em português...), que basicamente é a história de vários "impersonators": no caso, um rapaz que trabalha sendo Michael Jackson se apaixona pela (sósia da) Marilyn Monroe, que por sua vez é casada com o Charlie Chaplin e mãe da Shirley Temple (...). A ideia do filme é bem interessante e acredito que ele mereça ser conhecido. Além de Diego Luna e Samantha Morton nos papéis principais, Werner Herzog (sim, ele mesmo...) faz uma participação muito especial como um padre que presencia um milagre.
Faça assim: assista ao trailer. Se interessar, baixe e veja todo o filme! Combinado?



Para baixar "Mr. Lonely" e a legenda, clique aqui.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Para entender Michael Jackson

"'Por favor, não me julgue / Apenas tente me amar', Michael (Jackson) canta no vídeo Have You Seen My Childhood? (...) 'Se vocês querem saber da minha vida vejam esse vídeo', disse.



O que ele vê? O que nós vemos? Um homem que quer ser andrógino e superior às diferenças raciais? Um artista genial que nos deu excitação e prazer? Uma celebridade obstinada que quer tudo ao seu modo, mas insiste em que todos o amem incondicionalmente? Um homem compelido a esconder a própria identidade, enquanto nega o que o faz sofrer? Nosso homem no espelho? Ou uma criatura que não queremos mais reconhecer?"


(excerto do livro Para Entender Michael Jackson, de Margo Jefferson, que tem sido um dos materiais mais importantes na criação do nosso espetáculo Welcome to Wonderland, que deverá estrear em final de outubro de 2010.)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sobre WELCOME TO WONDERLAND

Prá quem ficou curioso sobre o novo espetáculo do Sarcáustico, WELCOME TO WONDERLAND, recém premiado com o financiamento do FUMPROARTE (SMC-Porto Alegre), abaixo vão alguns vídeos que vão esclarecer (ou confundir ainda mais...) as ideias que estão passando pelas nossas cabeças.
Enjoy!
















Michael Jackson- Thriller from MQC on Vimeo.

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